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Servidores da Suframa cruzam os braços por tempo indeterminado

A decisão de cruzar os braços, que foi decidida em assembleia geral na última sexta-feira (15)-foto: divulgação

A decisão de cruzar os braços, que foi decidida em assembleia geral na última sexta-feira (15)-foto: divulgação

Os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) iniciaram greve por tempo indeterminado na autarquia na manhã desta quinta-feira (21). A decisão de cruzar os braços foi aceita pela categoria em assembleia geral na última sexta-feira (15) e veio após o veto da presidente Dilma Rousseff à emenda da Medida Provisória n° 660/2014 referente à reestruturação do Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCS).

Servidores Macapá

Servidores Macapá

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, apenas os servidores da área administrativa estão paralisados para cumprir a lei de greve e, que amanhã (22), com 72 horas de notificação os estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e Amapá, entrarão com força total, com liberação apenas de 30% do efetivo, que ficará responsável para desembaraçar medicamentos, materiais médicos, hospitalares e alimentos.  “Tudo o que a Suframa desenvolveu nos últimos 30 anos está sendo jogado no lixo. Nós não temos desenvolvimento regional, isso é um desrespeito com a região”, lamentou Belchior.

Servidores de Boa Vista

Servidores Boa Vista

O sindicalista contou que em média cerca de R$ 80 mil por dia, deixarão de ser arrecadados em todo o Estado, gerando prejuízos na capital. “Eu lamento que temos que agir assim, mas a defasagem salarial é gigantesca e a não reestruturação dos salários é isso é um desrespeito com os servidores”, disse Belchior enfatizando ainda que com isso são gerados prejuízos de pelo menos R$ 300 mil de tributação, que deixarão de ser arrecadado,  em apenas uma semana de paralisação.

O presidente do sindicato acrescentou ainda que a reestruturação das PCCS estão sendo negociadas com o governo desde 2006. “Fomos enganados em 2013 e 2014. O governo federal não quer resolver. Tanto é que as soluções foram dadas pelo Congresso Nacional, mas a presidente não respeitou a voz do povo e vetou a solução dada pelos parlamentares”, pontuou.

Conforme Belchior, o sindicato propôs também ao executivo federal que uma nova Medida Provisória seja feita, para solucionar os problemas dos servidores. “Não adianta prorrogar a ZFM, sem funcionários para atuarem na região. Se a presidência vetou a emenda da Suframa, então que crie uma MP para demonstrar que ainda há compromisso com a Zona Franca e com o desenvolvimento da região”.

O presidente falou que está ciente dos prejuízos que serão causados com a greve, mas ressaltou que os servidores não são culpados, e sim o governo federal por conta do veto. “Os servidores não irão ficar calados, pois não adianta falar em crise econômica mais uma vez, neste ano a previsão de arrecadação é de R$ 500 bilhões e, a reestruturação dos servidores é de R$ 30 milhões, não fecha essa conta. Dentro da área da Zona Franca de Manaus não há crise econômica”, comentou.

Belchior finalizou informando que o sindicato está aberto para conversar com a presidente. “Queremos saber se ela apoia ou não a ZFM, ou foi apenas eleitoreiro o projeto de prorrogação. Se o governo, desse algo concreto, mesmo que passasse a valer somente em 2016, os servidores aceitariam”. Ele ainda alertou que os servidores que estão atuando trabalham em dobro e ganham pouco e que os candidatos aprovados no concurso  da autarquia desistem do cargo devido ao baixo salário.

Ação
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) decidiu na tarde desta quarta-feira (20) em assembleia que iria entrar com uma ação contra a greve dos servidores da Suframa. Em entrevista na semana passada ao EM TEMPO Online, o presidente da instituição, Wilson Périco, informou que apoiava a decisão da categoria e confirmou que a greve seria uma forma de pressionar a derrubada do veto presidencial no Congresso Nacional.

O diretor executivo do (Cieam), Ronaldo Mota, esclareceu que reconhece a situação da autarquia e diz que não é contra a greve dos servidores, mas a ação contra a paralisação á está autorizada.

“O Cieam reconhece o total abandono da autarquia, mas essa greve irá causar prejuízos tanto para o comércio quanto a indústria”, afiançou o diretor explicando ainda que o teor da ação só poderia ser explicada pelo advogado do Cieam.

Por Conceição Melquiades (especial EM TEMPO Online)

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