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Servidores da Eletrobras Energia iniciam greve em Manaus

 

A Eletrobras enviou uma proposta de reposição salarial de 8,17%, mas os servidores exigem 11,58% - foto: Ione Moreno

A Eletrobras enviou uma proposta de reposição salarial de 8,17%, mas os servidores exigem 11,58% – foto: Ione Moreno

 

Aproximadamente 70% dos servidores da Eletrobras Amazonas Energia,  que atuam em Manaus e no interior, paralisaram suas atividades na manhã desta segunda-feira (31), para cobrar da empresa uma posição sobre o acordo coletivo da data base da categoria. A greve, que deve durar três dias, prejudicou o atendimento das ocorrências decorrentes do último temporal que atingiu Manaus, na manhã do sábado (29).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Amazonas, Edney Martins, as negociações do reajuste salarial da classe deveriam ter sido encerradas no último mês de maio, sendo que até o momento, a empresa apresentou apenas uma contraproposta, que foi rejeitada pelos trabalhadores.

Martins disse que no início da campanha salarial de 2015, a Eletrobras enviou uma proposta de reposição salarial de 8,17%. Já os servidores solicitam que o reajuste seja de 11,58%, o que corresponde à inflação do período, mais a média do consumo de energia nos últimos três anos.

O segundo motivo que provocou a paralisação de 72 horas, foi privatização do grupo Eletrobras que vem sendo discutida pelo governo federal desde o ano passado. Edney ressaltou ainda que a categoria é contra a sucatização do sistema.

O sindicalista destaca que durante esses três dias, a classe estará aberta para novas propostas, mas caso a empresa não apresente nenhum interesse em negociar com os servidores, a paralisação nos serviços deverá se estender por tempo indeterminado.

“Não queremos prejudicar a população, mas isso será inevitável, diante da atual situação que estamos vivemos. Eles oferecem um percentual muito abaixo da inflação acumulada em um ano. Não estamos pedindo nada de exorbitante, queremos apenas o que pra nós é considerado justo, mas se nada acontecer até quarta-feira, à única alternativa será deflagrar greve”, salientou.

Por Gerson Freitas

 

 

 

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