Economia

Serviços incrementam geração de empregos no Brasil

       O setor de serviços teve 1.885 empregos formais a mais, seguido do comércio – fotos: Márcio Melo

 

A geração de emprego formal no país no mês de abril registrou alta de 0,16% em comparação ao mês anterior. No entanto, o Amazonas não acompanhou essa tendência nacional e acabou terminando o período com saldo negativo de 0,6%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para especialistas e empresários locais, o Estado ainda está se estabilizando e vai sentir os efeitos positivos mais a frente. O setor que mais se destacou nacionalmente foi de serviços, com 24.712 postos, cerca de 0,15% de acréscimo. No Amazonas, o setor gerou 185 postos a mais de empregos formais, seguido do comércio, com 83 empregos a mais.

De acordo com o estudo, o país teve 59.856 postos de trabalho a mais em abril. Esse resultado se originou de 1.141.850 admissões e de 1.081.994 desligamentos.

O Amazonas, por sua vez, acabou perdendo no geral 260 postos de trabalho com carteira assinada. O setor que mais teve queda foi o de indústria de transformação, com menos 303 vagas, seguido da construção civil, com
queda de 244 vagas.

No Amazonas, o setor gerou 185 postos de trabalho formais a mais, seguido do comércio, com 83 vagas de saldo

Baixas contratações

O economista André Cardoso explica que o Amazonas acaba não acompanhando porque o Polo Industrial de Manaus (PIM) é muito resistente no quesito de contratação neste momento. “O parque fabril sempre vai se recuperar mais lentamente porque as empresas esperam um tempo maior para contratar, mas quando iniciam esse processo é de
forma exponencial”, avaliou.

Cardoso fala também que o Brasil ainda não saiu da crise, mas o Produto Interno Bruto (PIB) já deu teve melhora no primeiro trimestre (crescimento de 1,12%).

Outros pontos

O setor da construção civil foi destaque negativo. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscom), Frank Souza, explicou que neste momento há mais obras em fase de término que começando. “O ciclo de obras vai terminando e lançamentos não surgem, por isso se mantêm os números menores de contratação”, detalhou.

Frank ressaltou a expectativa positiva do setor à medida que governador David Almeida anunciou para retomada de obras importantes
no Amazonas.

A indústria de transformação foi outro segmento que apresentou resultados negativos. O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, disse que dentro do PIM existem segmentos que sofreram menos que outros, mas a indústria ainda não sentiu a estabilização ou melhoria do mercado.

Joandres Xavier
EM TEMPO

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