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Serra Leoa registra caso de ebola após região ser considerada livre do vírus

Um dia depois de a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarar a África Ocidental livre da epidemia do ebola, as autoridades de Serra Leoa anunciaram nesta sexta-feira (15) que o vírus matou uma nova paciente há alguns dias.

A estudante de Direito Mariatu Jalloh, 22, viajou em dezembro a Bamoi Luma, cidade perto da fronteira com a Guiné, declarada livre da epidemia em 29 de dezembro.

Jalloh retornou para a cidade de seus pais, no distrito de Tonkolli, e, após sentir sintomas como diarreia e vômitos, procurou um hospital em 8 de janeiro. Ali, um funcionário que não vestia roupas de proteção adequadas colheu uma amostra de sangue sua.
A paciente voltou para casa, onde morreu nesta terça-feira (12). Uma autópsia revelou que ela estava contaminada pelo ebola.

Segundo uma ONG de ajuda humanitária disse à Reuters, a paciente possivelmente expôs ao menos outras 27 pessoas à doença, incluindo as 22 pessoas que vivem na casa em que foi tratada e cinco que participaram do ritual funerário de lavagem de seu corpo.

Um relatório da ONG, que pediu para não ser identificada, aponta que protocolos de saúde básicos não foram respeitados no caso de Jalloh. A exposição de outras pessoas ao ebola pode resultar em novas transmissões em Serra Leoa, que havia sido declarada livre do ebola em 7 de novembro.

A OMS declarou a África Ocidental livre do ebola nesta quinta (14), após a Libéria ser considerada livre da doença que matou mais de 11 mil pessoas na região. A OMS havia advertido, entretanto, sobre o risco de surgirem novos casos nos próximos meses.

“Devemos seguir comprometidos”, disse em Genebra Peter Graaff, coordenador da resposta ao ebola na OMS.

Esta epidemia do ebola, a mais grave e letal desde a identificação do vírus, há 40 anos, atingiu Serra Leoa, Libéria, Guiné, Nigéria e Mali. No total, em dois anos, foram identificados casos da doença em dez países, incluindo Espanha e Estados Unidos.

Por Agência Brasil

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