Política

Serafim defende que Reforma Política seja decidida em plebiscito

O deputado estadual do PSB lamentou as poucas alterações aprovadas entre as propostas da Reforma Política em análise no Congresso – foto: divulgação

O deputado estadual do PSB lamentou as poucas alterações aprovadas entre as propostas da Reforma Política em análise no Congresso – foto: divulgação

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) sugeriu, nesta quarta-feira (3) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a realização de um plebiscito para que a população decida as mudanças que gostaria de fazer no sistema eleitoral brasileiro.

O parlamentar lamentou as poucas alterações aprovadas entre as propostas da Reforma Política em análise no Congresso. Ele lembrou, por exemplo, que as coligações proporcionais ‘caíram’ no Senado e acabaram sendo ‘ressuscitadas’ na mesma Câmara dos Deputados que rejeitou a introdução de qualquer forma de voto distrital ou mesmo do voto em lista.

“Caminhamos para uma situação em que tudo pode acabar como está. E isso será uma grande decepção para a sociedade. Eu só vejo um caminho, que é devolver essa questão para o povo, através de um plebiscito que seria feito com temas específicos para a população dizer se quer ou se não quer”, disse.

O parlamentar afirmou que as mudanças aprovadas até agora não representam o desejo da maioria da população, e disse que prefere chamar as questões aprovadas de “não-reforma”.

“Até então nós tínhamos a expectativa de que o sistema eleitoral seria modificado, mas a decisão do Congresso foi manter como está”, desabafou.

Segundo Corrêa, algumas mudanças deixaram o sistema eleitoral pior do que estava, como é o caso das mudanças nas regras para financiamento de campanha eleitoral, que hoje é privado, sendo basicamente de doações de empresas e pessoas físicas.

“Tinha a proposta de ser exclusivamente público, ou público e privado, mas apenas de pessoas físicas, e terminou sendo aprovada uma grande confusão, porque diz que as empresas podem doar para partidos e que os candidatos só podem receber doações de pessoas físicas. Como o partido é pessoa jurídica, ele não pode repassar para o candidato, então temos o pior dos mundos”, encerrou.

Com informações da assessoria

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir