Política

Senador Omar Aziz critica medida que coloca Inmetro como gestor do CBA

O senador Omar Aziz (PSD) criticou na manhã desta quinta-feira (18), durante entrevista a uma rádio local, a medida do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, de colocar a administração do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), para o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Até então, a responsabilidade do Centro era da Superintendência da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Para Omar Aziz, a mudança feita pelo ministro é uma bola fora, pois o Inmetro não seria o local adequado para cuidar do CBA, já que o Centro tem um potencial de pesquisa muito forte, e não é da natureza do Inmetro realizar pesquisas. O Senador informou ainda que, na última reunião que teve com o ministro na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na terça (16), ele foi informado que o ministério estava estudando uma fórmula para dar viabilidade ao CBA, mas que não disse que seria sobre o Inmetro.

“Eu não tenho nada contra o Inmetro, nem contra os servidores de lá. Nós não podemos esperar 12 anos para que seja feita a regularização jurídica do CBA e colocar no Inmetro. Eu acho que tem que cuidar disso são pessoas ligadas a essa área, são cientistas e profissionais que querem fazer pesquisas. Hoje nós poderíamos ter avançado bastante na biotecnologia da Amazônia, ter mais conhecimento sobre ela se realmente já tivesse um ordenamento jurídico, coisa que ela não tem ainda”, disse Aziz.

Ainda de acordo com o Senador, ele vai procurar o ministro Armando Monteiro e explicar para ele que não será uma boa medida, essa alteração. Para Omar Aziz, o Ministério de Ciência e Tecnologia é o melhor instituto para cuidar do CBA.

“Vou conversar com o ministro e explicar que essa não é uma boa medida. Acho que o Inmetro tem suas tarefas que devem ser cumpridas e o CBA é uma coisa a parte, um negócio que temos que tratar como um modelo que poderá suprir a falta de conhecimento que nós temos em relação a nossa biodiversidade. Para mim, isso teria que estar ligado ao ministério de Ciência e Tecnologia. Acho que é o lugar correto para ele estar. O ministério da Indústria e Comércio tem uma política comercial para o país e não uma política de pesquisa, de aprofundamento, de conhecimento em relação as nossas riquezas naturais”, explicou o senador.

 

Com informações da Assessoria

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