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Semsa descarta oito casos de microcefalia por zika vírus em Manaus

Quatro crianças que nasceram microcéfalas não tiveram como causa o vírus e mais quatro casos foram descartados devido ao perímetro cefálico estar do tamanho normal - Foto: Divulgação

Quatro crianças que nasceram microcéfalas não tiveram como causa o vírus e mais quatro casos foram descartados devido ao perímetro cefálico estar do tamanho normal – Foto: Divulgação

O Informe Epidemiológico divulgado nesta quarta-feira, 27, pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) apontou que Manaus tem oito casos descartados de microcefalia causada pelo zika vírus. Quatro crianças que nasceram microcéfalas não tiveram como causa o vírus e mais quatro casos foram descartados devido ao perímetro cefálico estar do tamanho normal. A capital permanece com apenas um caso confirmado de microcefalia relacionado ao zika e seis casos estão em investigação.

O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, afirmou que os agentes de endemias têm sido incansáveis nas detecções de focos do Aedes aegypti e que a população tem sido uma grande parceira da Prefeitura, denunciando locais onde há criadouros do mosquito. Ele destacou que o Disque Saúde da Semsa (0800 280 8 280) recebeu até agora 4.478 denúncias de focos do Aedes, e que 4.126 locais já foram inspecionados. “A Vigilância Sanitária também tem autuado vários locais de risco de proliferação do mosquito. Já foram realizadas 860 inspeções e 105 proprietários de imóveis já foram multados”, ressaltou.

Homero ressaltou também que a Semsa tem uma grande procura de pessoas que querem participar do curso de Brigadas contra o Aedes. “Já temos 1.569 brigadas formadas, com 7.879 pessoas capacitadas para nos ajudar de forma voluntária na detecção de focos e eliminação imediata. Isso tem contribuído bastante para evitar uma epidemia da doença na cidade e, principalmente, casos de microcefalia. A guerra é diária e o prefeito Arthur Neto determinou que não medíssemos esforços para eliminar o mosquito”, destacou.

A Semsa já notificou 3.178 pessoas com suspeita de zika vírus e 511 casos foram confirmados, 1.384 descartados e 1.283 estão em investigação, aguardando resultado de exame laboratorial. Do total dos casos notificados, 625 são de grávidas. Destes, 121 foram confirmados, 241 foram descartadas e 263 permanecem em investigação.

“Como o zika vírus está relacionado no Brasil com o aumento dos casos de microcefalia, sua prevenção é ainda mais importante para as mulheres que estão tentando engravidar e para aquelas que já estão grávidas. É preciso tomar medidas que impeçam a proliferação do mosquito, que são as mesmas utilizadas para prevenir a dengue, e usar repelente diariamente para se proteger”, orientou o secretário.

Os sintomas do zika vírus são semelhantes aos da dengue, que incluem febre, dor de cabeça, dor nas articulações e manchas vermelhas na pele e nos olhos. O tratamento é feito com remédios analgésicos, anti-inflamatórios e colírios, sendo proibido o uso de medicamentos com ácido acetilsalicílico, assim como acontece nos casos de dengue.

Homero alertou que aos primeiros sintomas, o paciente deve buscar uma unidade de saúde para orientações. “Se o paciente começar a ter os sintomas deve evitar o uso de medicação sem indicação médica, principalmente para baixar a febre, reforçar o consumo de líquidos e procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa”, disse Homero de Miranda Leão, acrescentando que o cuidado para evitar a proliferação do mosquito deve ser feito por todos, eliminando garrafas, sacos plásticos e pneus velhos que ficam expostos à chuva, além de tampar recipientes que acumulam água como caixas d’água e piscinas.

Único caso

Um bebê que nasceu no dia 10 de abril, na Maternidade Ana Braga, com perímetro cefálico de 28 centímetros foi o primeiro caso confirmado de microcefalia transmitida por zika vírus em Manaus. A mãe, de 18 anos, adquiriu a doença em Boa Vista (Roraima), aos dois meses de gravidez e chegou à capital amazonense com cinco meses. A Semsa está dando todo o apoio e acompanhamento tanto para mãe quanto para a criança nas unidades de saúde.

“Nossa equipe da Vigilância Epidemiológica está acompanhando o caso e dando a assistência necessária. A mãe já foi encaminhada para consultas pós-parto no nosso Serviço de Referência Obstétrica de Manaus, na Unidade Básica de Saúde Nilton Lins, com equipes multiprofissionais de psicólogos, assistentes sociais e médicos, que farão o acompanhamento durante o puerpério, ou seja, até 45 dias após o parto. Depois disso, ela será atendida na unidade de Saúde mais próxima a sua casa”, ressaltou o secretário.

A criança está sendo atendida pelos pediatras e equipe profissionais do Ambulatório de Seguimento do Bebê de Alto Risco indicado pela Semsa.

Com informações da assessoria

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