Dia a dia

Semed lança projeto para a preservação do patrimônio público

 

O objetivo é ensinar a criança que o que é público é de todos nós - foto: divulgação

O objetivo é ensinar a criança que o que é público é de todos nós – foto: divulgação

Para combater a depredação nas unidades de ensino e do patrimônio público, foi lançado, na manhã desta terça-feira (7), o ‘Projeto Minha Escola é tudo de bom’, que vai trabalhar o tema de forma interdisciplinar com os alunos da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A ação, lançada no auditório da secretaria, faz parte do Programa Municipal de Educação Fiscal, coordenado pela Divisão de Ensino Fundamental (DEF) da Semed.

De acordo com o coordenador do projeto, Ewerton Nascimento, em 2015 foram contabilizadas a reposição de aproximadamente 4 mil carteiras escolares e 220 armários, dinheiro, que segundo ele, poderia ser investido na construção de novos espaços educacionais ou para ações pedagógicas. Ele afirmou, ainda, que o projeto visa despertar nos estudantes o entendimento de que eles são os ‘proprietários’ das escolas.

“Queremos conscientizar e sensibilizar as crianças sobre a preservação do patrimônio escolar. Nós percebemos que cada vez mais acontecem pichações, quebra de cadeiras e desperdício de merenda escolar. Então, nós queremos despertar nos pedagogos e gestores o desejo de pensarem em atividades que sejam realizadas neste sentido nas escolas”, alertou o coordenador.

Ainda de acordo com o coordenador, o objetivo é ensinar a criança que o que é público é de todos nós. E por ser de todos, temos que preservar. Criando ações para que a criança tenha a consciência de que se a carteira quebrada é dinheiro público e essa verba vem de pagamento de impostos, de tributos que o pai dela paga e até ela mesma paga quando compra um bombom.

Para a subsecretária de Gestão Educacional, Elzeni Trajano, a escola bem conservada é um atrativo para os alunos e favorece o processo de acolhimento não apenas deles, mas também dos professores e de toda a comunidade.

“Ninguém gosta de chegar em um ambiente mal cuidado e feio. Esse é um papel que não é só do poder público, mas cabe a cada um de nós. É um aspecto extremamente necessário como fator educativo para a convivência em sociedade”, finalizou nascimento.

A gestora Maria do Céu Brasil, da Escola Municipal São José 1, localizada na zona rural, aprovou a iniciativa da Semed. Ela ressaltou que em sua comunidade não há relatos de depredação da escola.

“Na escola, já trabalhamos essa questão do patrimônio público. Então, nós não temos muito essa questão dos alunos picharem e destruírem carteiras. Mas vejo que o projeto é importante porque eu já trabalhei na zona urbana e isso ocorre lá, infelizmente”, observou.

Parceria com a comunidade

A diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Abelhinha, Regina Coeli, localizado no bairro Coroado 2, Zona Leste de Manaus, contou que a área verde da escola, onde há um parquinho para as crianças, estava abandonada quando ela assumiu a gestão no início deste ano.

Além de conscientizar os alunos, a gestora convocou a comunidade para ajudar na reforma do local. Para ela, é necessária a parceria entre a escola e os moradores para que o patrimônio seja preservado.

“Eu acho que o gestor precisa ir além do muro da escola porque a comunidade ajuda, mas o gestor tem que ter firmeza e eles precisam ver o resultado. Quando eles se envolvem, se sentem parte. Eu passei uma semana fazendo reunião com os pais para estudarmos juntos uma estratégia de mudar aquela realidade. Então, no dia 18, vamos fazer um mutirão com os pais na escola. Isso foi uma proposta deles. Isso é cidadania e preservação do patrimônio público”, afirmou.

Com informações da assessoria

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