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Votação sobre veto à reajuste salarial da Suframa é adiada pela sexta vez

A votação que trata da derrubada do veto presidencial da Suframa foi adiada pela sexta vez- foto:  Ione Moreno

A votação que trata da derrubada do veto presidencial da Suframa foi adiada pela sexta vez- foto: Ione Moreno

 

Pela sexta vez consecutiva a sessão do Congresso Nacional, marcada para  a manhã desta quarta-feira (15)  não aconteceu por falta de quórum parlamentar e doze vetos presidenciais que estariam na pauta somente serão apreciados no retorno do recesso legislativo, na primeira semana de agosto.  Entre eles está o veto à artigos da MP 660/14, que reestrutura a carreira de servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), além de prever reajuste salarial.

Com mais esse revés, servidores da autarquia, que estão em greve há quase dois meses como pressão para derrubar o veto da presidente Dilma, já analisam cessar a greve.

A notícia circulou hoje  em Brasília após ficar garantido uma possibilidade de diálogo entre representantes do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa) e o governo federal.

O senador Omar Aziz (PSD) afirmou que há um compromisso do governo federal de abrir um diálogo concreto com os servidores tão logo a greve se encerre. Ele deixou claro que é a favor do pleito destes trabalhadores, mas ressaltou que a greve não representa apenas prejuízos na liberação de mercadorias e sim todo um prejuízo institucional. “É uma autarquia que representa inúmeras empresas e outras de fora que, de repente, querem investir, mas encontra uma instituição fechada. Essa paralisação acaba inibindo futuros investimentos”, destacou.

Ele ressaltou que, uma vez tendo o diálogo com o governo federal, não há necessidade de se votar o veto presidencial à MP 660/2014. Omar explicou que pareceres jurídicos do Ministério do Planejamento apontam que a proposta é inconstitucional – por isso foi vetada. “É uma batalha que desde o começo se desenhava muito dura. Mas, nos parece que está indo para o consenso. Há um compromisso do governo de se fazer um diálogo”, frisou Omar.

A reportagem entrou em contato durante toda a tarde de ontem com o presidente do Sindframa, Anderson Belchior, para repercutir a possibilidade de se encerrar a greve, mas até o fechamento desta edição, às 20h, não obteve retorno.

 

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