Economia

Sem obras, construtoras fazem demissões no AM

Falta de obras tem causado demissões na construção civil, que foi o setor que mais perdeu trabalhadores no período do segundo trimestre de 2016, no Amazonas, segundo o IBGE - foto: Marcio Melo

Falta de obras tem causado demissões na construção civil, que foi o setor que mais perdeu trabalhadores no período do segundo trimestre de 2016, no Amazonas, segundo o IBGE – foto: Marcio Melo

A falta de obras tem causado demissões na construção civil, que foi o setor que mais perdeu trabalhadores em todo o período do segundo trimestre de 2016, no Amazonas. Ao todo, foram 12 mil demissões registradas entre abril e junho deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os especialistas avaliam que faltam obras para absorver toda a oferta disponível no mercado local.  Por outro lado, novas linhas de crédito da Caixa Econômica Federal e novos projetos no setor público são a esperança para mais contratações para o segundo semestre deste ano.

Queda

No início do último mês de abril, a construção civil empregava 116 mil trabalhadores, mas fechou junho com apenas 103 mil, o que representa uma queda de 10,5% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, detalhou que tanto as obras públicas quanto as privadas, além das que estão em andamento, ou seja, já existiam antes do início do segundo semestre, tiveram baixa nas contratações. “Como na engenharia as obras têm prazo determinado, após a finalização de obras passadas e falta de novos projetos, grande parte dos trabalhadores foi dispensada”, analisou.

O empresário explica ainda que em anos anteriores, as demissões não aconteciam em massa porque existiam mais verbas e mais projetos em andamento no mercado, que absorvia toda a mão de obra oferecida na cidade.

Fazendo um comparativo com o Polo Industrial de Manaus (PIM), o presidente do Sinduscon-AM disse que, da mesma forma que a indústria teve queda na produção e precisou demitir, na construção civil, a falta de novas obras ocasionou as demissões.

Expectativa

Frank informou que já existem alguns sinais de retomada das contratações. Segundo ele, o que impulsiona o mercado é o crédito. “Creio que já nesse programa da Caixa, as empresas começarão a se habilitar e a renovar as contratações. Mas, é certo que da parte do governo do Estado e do município dão continuidade de algumas obras e devem contratar logo” finalizou o empresário.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec), Cícero Custódio, também está otimista quanto à retomada de contratações nesse segundo semestre. “Com queda na atividade das obras locais, acabou tendo demissões, mas a partir de agora o setor vai voltar a crescer, porque querendo ou não, as pessoas e os governos têm que construir para levantar escolas, creches, casas, apartamentos”, afirmou.

Por Joandres Xavier

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