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Sem ‘ladrão’ e palavrões, essa é a Copa Evangélica

Comemoração dos atletas da Copa Evangélica de Futebol quase sempre é direcionada aos céus, fazendo um agradecimento a Deus – foto: Mauro Neto/Sejel

Comemoração dos atletas da Copa Evangélica de Futebol quase sempre é direcionada aos céus, fazendo um agradecimento a Deus – foto: Mauro Neto/Sejel

A III Copa Evangélica de Futebol, que este ano tem início no dia 28 de abril, às 19h, no Estádio da Colina está com inscrições abertas. Aqueles que desejarem participar do torneio, podem se inscrever até o dia 15 de abril no valor de R$ 300. Após esta data, até o dia 25, será cobrado R$ 400. Cada equipe poderá inscrever 30 atletas, sendo obrigatória a presença de quatro atletas não evangélicos. As inscrições estão sendo realizadas na “Central da Copa”, localizada no Conjunto Carlos Braga, Rua João Talvino, 399, Nova Cidade, Zona Norte, em horário comercial.

“Em 2014 participaram do evento 35 equipes, ano passado foram 50 e para este ano esperamos mais de 100 times. Já temos 32 equipes inscritas e com isso queremos levar o evangelismo para os jogadores”, disse o coordenador da Copa, missionário Luiz Mendes.

Mata-mata não pode!

Uma das diferenças da Copa Evangélica são as regras. Para que se preserve o “ambiente espiritual” e se mantenha a ordem e decência, os palavrões estão proibidos.

“O palavrão não pode. Caso aconteça, os jogadores serão advertidos verbalmente, na segunda ele leva o amarelo e se continuar é cartão vermelho”, afirmou Luiz.

“Isso (comportamento exaltado) aconteceu poucas vezes, mas quando ocorre o pastor responsável pelo time leva o jogador na central da Copa (sede da organização) para orarmos juntos e louvarmos. O rapaz (jogador) entende que isso é uma obra espiritual e quando ele se retrata para a comissão, para Deus e reconhece que ele realmente errou, aí ele volta”, garantiu.

Outro item proibido é chamar o próximo de “ladrão”. Usado para situar o jogador companheiro que o adversário pode recuperar a bola, a palavra não permitida pode ser substituída na competição por “varão”, termo usado para denominar um indivíduo do sexo masculino.

“Não usamos o termo ladrão e nem mata-mata. Nossas partidas são disputadas em perde e sai. Isso é uma questão de reeducação dos nossos jogadores e hoje eles entendem que é uma ferramenta de evangelismo e estamos em campo para evangelizar o homem. O brasileiro gosta de futebol, então fazemos as duas coisas que gostamos: evangelizar e jogar bola”, ressaltou o missionário que já acumula histórias de ressocialização de jovens por meio do projeto.

Da redação

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