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Sem Bernardinho no banco, Brasil estreia com vitória na Liga Mundial

Bernardinho só deve voltar ao banco nos jogos contra a Itália, em Cuiabá - foto: reprodução

Bernardinho só deve voltar ao banco nos jogos contra a Itália, em Cuiabá – foto: reprodução

Bernardinho grita, Bernardinho quase rasga a gola da camisa, Bernardinho perde a paciência no banco de reservas. Nenhuma destas clássicas cenas da multicampeã seleção masculina de vôlei foi vista na vitoriosa estreia brasileira na Liga Mundial, nesta sexta-feira (29).

Não porque a seleção tenha passado com tranquilidade pela Sérvia, no Mineirinho. Pelo contrário, a vitória por 3 sets a 2 (parciais de 24/26, 25/17, 25/22, 26/28 e 15/11) foi após um jogo equilibrado na maior parte do tempo.

Bernardinho assistiu ao jogo em um dos camarotes do ginásio em Belo Horizonte. Suspenso por dez jogos pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei) em razão de críticas que fez à entidade durante o Mundial de Polônia, ano passado, o treinador não pode ficar no banco.

Como foi o primeiro jogo de suspensão, Bernardinho só deve voltar ao banco nos jogos contra a Itália, em Cuiabá, em 2 e 3 de julho, fechando a fase de grupos da Liga.

No lugar do técnico, o auxiliar Rubinho comandou a equipe na beira da quadra. Durante a semana, no entanto, é Bernardinho que treina a seleção, normalmente, auxiliado por Rubinho.

O Brasil também não contou com o ponteiro Murilo (suspenso por um jogo), o líbero Mário Jr. (por seis) e o levantador Bruninho (poupado pois acabou de voltar das finais do Campeonato Italiano, onde foi vice-campeão).

O Brasil entrou em quadra e manteve por quase toda a partida a equipe formada pelo levantador Rapha, os ponteiros Lipe e Lucarelli, o oposto Vissotto, os centrais Lucão e Isac, e Sérgio Escadinha, líbero que está de volta à seleção após quase três anos fora do time.

O levantador William Arjona e oposto Wallace entraram nos primeiro e terceiro set.

As suspensões a Bernardinho e aos jogadores (Bruninho foi multado à época) foram justificadas pela FIVB como punições devido à confusão que os brasileiros criaram em jogo contra a Polônia, no Mundial, em setembro passado. A CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) não entendeu dessa maneira, suspeitou de retaliação e chegou a anunciar que o país não sediaria mais a fase final da Liga Mundial deste ano.

No final, a fase final com seis equipes será realizada no Rio de Janeiro, entre 14 e 19 de julho. E já valerá como evento-teste dos Jogos Olímpicos de 2016.

O Brasil volta a enfrentar a Sérvia no domingo (31), às 10h, no Mineirinho. Depois, encara a Austrália dias 5 e 7 de junho, em São Bernardo do Campo (SP).

O último adversário do Grupo A é a Itália, dias 2 e 3 de julho, em Cuiabá (MT). Antes, os brasileiros viajam para os jogos na casa dos rivais.

O Brasil já está classificado para a fase final da Liga. Além dos anfitriões, os jogos no Maracanãzinho terão os dois melhores dos grupos A (que ainda tem Sérvia, Itália e Austrália) e B (Irã, Polônia, Rússia, Estados Unidos), além do campeão do Grupo 2 (que no total conta com Argentina, Bulgária, Canadá, Cuba, República Checa, França, Japão, Coreia do Sul, Bélgica, Finlândia, Portugal e Holanda.

A seleção brasileira conquistou nove títulos da Liga (1993, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010) e é o maior campeão, além de ter outros cinco vices.

O Brasil já sediou as finais da competição quatro vezes (1993, 1995, 2002 e 2008), mas só foi campeão na primeira destas edições, em São Paulo.

Por Folhapress

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