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Sem aval da Anvisa, pílula do câncer não vai para o SUS, diz ministro

No dia 14 de abril, a presidente Dilma sancionou a lei que autoriza o uso da substância no tratamento de pacientes com câncer, mesmo após recomendação contrária de órgãos do governo- foto: divulgação

No dia 14 de abril, a presidente Dilma sancionou a lei que autoriza o uso da substância no tratamento de pacientes com câncer, mesmo após recomendação contrária de órgãos do governo- foto: divulgação

O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), disse que vai aguardar o relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para incluir a substância fosfoetanolamina, conhecida como pílula do câncer, na  Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) e no SUS.

“A Anvisa está fazendo os estudos se ela [a substância] tem os efeitos que se propõe, se tem algum efeito colateral ou algum outro efeito nocivo para a saúde. Nós vamos aguardar o relatório da Anvisa, porque a lei determina que seja aguardada a regulação”, disse o ministro nesta segunda-feira, em evento em São Paulo.

No dia 14 de abril, a presidente Dilma sancionou a lei que autoriza o uso da substância no tratamento de pacientes com câncer, mesmo após recomendação contrária de órgãos do governo, como o Ministério da Saúde e a própria Anvisa. Apesar de desenvolvida há 20 anos no Brasil em uma laboratório da USP, a fosfoetanolamina nunca passou pelos estudos clínicos necessários para comprovar sua segurança e eficácia.

Rapidez

O ministro afirmou ainda, no evento, que a agência deve ter maior rapidez para aprovar novos medicamentos. “Eu pedi agilidade à Anvisa, não só nesse caso, mas em vários outros. A Anvisa precisa nos garantir mais agilidade, com segurança e com proteção do consumidor.”

Barros reforçou que, sem a aprovação da agência, o medicamento não será oferecido pelo SUS. “O projeto de lei fala da regulação. Tem lá que é preciso estabelecimento de registro da Anvisa e isso está sendo avaliado. Vamos aguardar o relatório. Se ele não comprovar a eficiência do medicamento, ele não será incluído no Rename e não estará, portanto, disponível para o SUS. Nós só podemos colocar no Rename medicamento com eficiência comprovada e autorização da Anvisa”, disse.

Por Folhapress

1 Comment

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  1. Samuel Tavares

    17 de maio de 2016 at 20:27

    O perigo é o cidadão com câncer continuar o tratamento “convencional” dele, nisso incluídas a QUIMIOTERAPIA e a RADIOTERAPIA, e pretender tomar a fosfoetanolamina sintética. É que o Dr Gilberto afirma que é imprescindível para o sucesso do tratamento com a fosfoetanolamina sintética que o SISTEMA IMUNOLÓGICO e o FÍGADO do paciente estejam intactos e em funcionamento regular. Ocorre que a quimioterapia e a radioterapia destroem temporariamente ou inibem o sistema imunológico. Ou seja, quem vai tomar a fosfoetanolamina sintética não deve se submeter a quimioterapia nem a radioterapia nem a qualquer outro tratamento que iniba ou dificulte a ação do sistema imunológico. (Veja: http://youtu.be/C9eaDertY2I ou https://www.facebook.com/samuelsuntuosogalvaode.tavares/posts/212991542414795 a contar do tempo 3m10s) e http://youtu.be/0lcyyHiQlHk ou https://www.facebook.com/samuelsuntuosogalvaode.tavares/posts/215225415524741
    (aqui a contar do temo 4m30s).

    Vale lembrar que nas pesquisas em humanos haverá um grupo chamado de “controle” que vai receber só PLACEBO, e não a Fosfoetanolamina.
    FIQUE ATENTO !

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