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Sem auxílio financeiro, Barezão pode ser ‘sob-20’

Lembrando da fórmula que deu certo no final dos anos 1990 quando o São Raimundo, investindo em jogadores locais, conseguiu fazer sucesso no cenário nacional - foto: Diego Janatã

Lembrando da fórmula que deu certo no final dos anos 1990 quando o São Raimundo, investindo em jogadores locais, conseguiu fazer sucesso no cenário nacional – foto: Diego Janatã

É sabido que as melhores soluções surgem em momentos de dificuldades. Assim, o futebol amazonense pode reencontrar o caminho do sucesso em 2016. Devido à grande crise financeira enfrentada pelo país, é bem provável que o governo do Amazonas não disponibilize a mesma cota de patrocínio dos últimos anos aos clubes que disputam o Campeonato Amazonense. Sem os R$ 2,5 milhões, os clubes devem apostar nos garotos da base como alternativa para a disputa do Estadual.

Vice-presidente do Fast e presidente da Associação dos Clubes Profissionais do Amazonas (ACPEA), Claudio Nobre afirma que acredita que o apoio do Governo deve sair como já vem acontecendo nos últimos anos, porém, o dirigente adianta que, caso isso não aconteça, o Rolo Compressor entrará em campo com o time sub-20 que disputa o Estadual da categoria.

“Solicito que se não tiver apoio, divulguem logo. O Fast tem um projeto de base. Os jogadores estão treinando para o campeonato amazonense da categoria. Se não houver apoio, o projeto diminui muito, mas o Fast vai participar como der do Amazonense”, explicou Nobre.

Lembrando da fórmula que deu certo no final dos anos 1990 quando o São Raimundo, investindo em jogadores locais, conseguiu fazer sucesso no cenário nacional, o presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Valério, revelou que vê essa dificuldade extra como uma oportunidade de repetir a mesma receita.

“Isso pode significar uma mudança de modo radical. Eles podem utilizar esses garotos, valorizar nossa prata de casa. Os grandes, Nacional, Princesa, Fast, Penarol e São Raimundo, sofreram muito com isso. Eles farmaram times fortes apostando em contratações pontuais. Os demais, podem investir nos jogadores que mais se destacarem na base”, analisou o presidente.

Questionado sobre o que a Faf poderia fazer pelos clubes, Dissica afirmou que a federação no aspecto financeiro, não pode fazer muita coisa, apenas ajudar a viabilizar parcerias com empresas que queiram patrocinar a competição.

“Nós podemos discutir. Vai ser uma grande oportunidade de valorizar as categorias de base. Os clubes podem pedir uma licença de um ou dois anos para se ajustar. Eles não perdem nada. Talvez ficar fora seria uma boa”, concluiu o dirigente.

Titular da Secretaria Estadual de Juventude, Esportes e Lazer (Sejel), Fabricio Lima, afirmou que o Estado está estudando todas as possibilidades de como ajudar o esporte local e viabilizar a realização do Estadual.

Por Thiago Fernando

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