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Sem acordo, rodoviários continuam paralisações; só na Global Green, 40% da frota ficou na garagem neste sábado

A greve é devido ao não acordo em relação ao dissídio coletivo da categoria, que agora vai para julgamento no TRT – foto: Ione Moreno

A greve é devido ao não acordo em relação ao dissídio coletivo da categoria, que agora vai para julgamento no TRT – foto: Ione Moreno

A falta de negociação do dissídio coletivo dos rodoviários levou a categoria a mais uma paralisação na manhã deste sábado (14) em Manaus, deixando os usuários de transporte coletivos prejudicados. Só na garagem da Global Green, que atende a Zona Leste da cidade, pelo menos 40% da frota não saiu da garagem, segundo alguns trabalhadores que preferiram não se identificar.

“Não fomos os únicos a paralisarem, todas as empresas de transporte coletivo estão rodando só com 70% da frota. Não tem negociação em relação a nosso dissídio e nem melhorias no trabalho, por isso foi tomada essa decisão”, disse um motorista que não quis falar o nome.

A vendedora Ana Rita Martins, 28, contou que estava esperando o coletivo há mais de meia hora, na situada em frente ao UAI Shopping, para ir trabalhar. Ela comentou que não sabia da paralisação do transporte e ficou sabendo por outros usuários que comentaram na parada de ônibus. “Os motoristas poderiam pelo menos ter divulgado a paralisação, porque acredito que a população não estava sabendo. Os ônibus demoram todos os dias e hoje piorou”, reclamou.

No terminal 5, a situação não era diferente. Os usuários reclamaram da demora nos ônibus e também disseram que foram informados da paralização somente ao chegar dentro de T5. “Não foi divulgado nada, ouvi aqui numa rádio que estava acontecendo uma paralização de 40% da frota. Os rodoviários deveriam punir os empresários e não a população”, comentou a diarista Maria Antônia da Silva, 47.

Negociação
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), participou de uma audiência na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), nesta sexta-feira (13), para apresentar propostas para o dissídio coletivo dos colaboradores do transporte coletivo de Manaus.

Após cerca de duas horas de negociação, a proposta não foi aceita pelos rodoviários. Na audiência, mediada pela presidente do TRT, desembargadora Maria das Graças Alecrim Marinho, o Sinetram propôs aos sindicalistas a suspensão do processo do dissídio por seis meses, para que as empresas possam encontrar alternativas para cobrir os custos do sistema. Como a proposta foi recusada, o tribunal decidiu que caso segue para julgamento.

Em nota, o Sinetram informou que a paralisaram de hoje atingiu 70% das atividades nas dez empresas de transporte coletivo de Manaus.

A nota acrescentou ainda que a empresa Rondônia Transportes registrou atos de vandalismo em quatro de seus ônibus, que estavam estacionados no Terminal 4. Membros do sindicato impediram que os carros saíssem e furaram os pneus de quatro ônibus. O caso foi repassado à assessoria jurídica do Sinetram, que deve informar à Justiça.

Por Michelle Freitas

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