Economia

Sem acordo, greve dos bancários continua por tempo indeterminado no Amazonas

Os bancários estão em greve há 15 dias - foto: Ione Moreno

Depois de horas de negociações, a Fenaban reafirmou a proposta negada anteriormente pela categoria. – foto: Ione Moreno

Os bancários seguirão com a greve por tempo indeterminado no Amazonas, com mais força, depois de mais uma nova rodada de reunião com os banqueiros frustradas, em São Paulo.

Conforme o Sindicato dos Empregados de Empresas Bancárias do Amazonas (Seeb-Am), depois de horas de negociações, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) reafirmou a proposta negada anteriormente pela categoria.

Para o presidente do Seeb-AM, Nindberg Barbosa, com a reafirmação da proposta de reajuste de 7% e mais R$ 3,3 mil de abono salarial para dois anos, com a reposição da inflação em 2017, a Fenaban quer desafiar a categoria.

A proposta foi rejeitada pelos representantes dos bancários no último dia 9 de setembro. “A greve vai continuar mais forte, sem prazo para terminar, até que venha nova contraproposta que possa ser deliberada em assembleia”, disse.

Os bancários pedem reajuste salarial de inflação (9,62%) mais aumento real de 5%, e também o equivalente a um salário mínimo de benefícios como vale alimentação e auxílio creche. Em 2015, a greve que começou em outubro durou 21 dias e, hoje, ela já segue para terceira semana.

Reunião

Nindberg informou que uma nova reunião está marcada para hoje, às 15h, em São Paulo. Mas, diante de uma falta de acordo entre trabalhadores e banqueiros, na capital amazonense, só oito agências bancárias da rede privada mantém as portas abertas.  Com a exceção delas, 91% dos bancos de Manaus aderiram ao movimento de greve.

Por Emerson Quaresma do EM TEMPO

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