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Sem acordo com empresários, rodoviários prometem seguir com paralisações que atormentam os usuários de coletivos

Na Expresso Coroado, da frota de 110 carros, 25 foram impedidos de sair da garagem - foto: Márcio Melo

Na Expresso Coroado, da frota de 110 carros, 25 foram impedidos de sair da garagem – foto: Márcio Melo

A população de Manaus voltou a ser prejudicada com mais uma paralisação do transporte público, na manhã desta terça-feira (10). Do total de 1,3 mil veículos das 10 empresas que prestam o serviço na capital, pelos menos 350 ônibus deixaram de circular nas primeiras horas de hoje, segundo afirmou o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM). A greve de 30% do sistema se estenderá até que um acordo seja firmado entre os rodoviários e empresários.

Na empresa Expresso Coroado, localizado na Zona Leste, da frota de 110 carros, 25 foram impedidos pelo Sindicato dos Rodoviários de saírem da garagem. Os veículos ficaram retidos no pátio da empresa das 5h às 7h, quando foi autorizada a liberação total dos ônibus para a circulação.

Já na empresa Líder, do total de 85 veículos, 26 ficaram parados por toda a manhã, por determinação do sindicato e por pressão dos trabalhadores que reclamam a falta de interesse dos empresários em negociar o dissidio da categoria.

O presidente do sindicato dos rodoviários, Givanci Oliveira, que esteve nas garagens das empresas, disse que a entidade está seguindo a determinação da justiça em paralisar apenas 30% do sistema. Ele afirma que até o momento não houve nenhum diálogo com os empresários, referente ao dissidio coletivo, que deveria ter sido acordado no dia 30 de abril.

“Estamos desde janeiro tentando uma negociação com os empresários, para que eles concedessem pelo menos o reajuste salarial aos trabalhadores, fato que não aconteceu. Uma das justificativas para que não ocorra na data base é o congelamento do valor da passagem, que não sofreu reajuste nos últimos anos. O prefeito que gerencia essa situação disse que não é necessário o reajusta na tarifa do transporte público, então a única alternativa é continuar com essas paralisações, pois não vamos aceitar essa posição dos empresários”, disse.

Por Gerson Freitas

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