Holofotes

Selma Egrei encara o desafio de interpretar vilã centenária em ‘Velho Chico’

"O desafio maior é contracenar com os mesmos personagens, mas com rostos diferentes" diz a atriz

“O desafio maior é contracenar com os mesmos personagens, mas com rostos diferentes” diz a atriz

A atriz Selma Egrei tem 67 anos e mais de 40 anos de profissão. No ar como Encarnação, na novela das nove, “Velho Chico” (Globo), ela já chegou aos cem anos. Quando quase todo o elenco foi trocado, na terceira fase da trama, Selma contou com a maquiagem e uma nova interpretação para continuar no papel.

O desafio maior é contracenar com os mesmos personagens, mas com rostos diferentes. O filho da vilã, coronel Afrânio, foi Rodrigo Santoro no início da novela e, agora, é Antonio Fagundes. “É uma nova fase para mim também como atriz. Um desafio a mais. Ainda estou me adaptando, porque não é muito fácil”, confessa Selma, que diz, no entanto, não passar muitas horas na maquiagem para envelhecer. “É até mais rápido do que a maquiagem tradicional das outras atrizes. O caracterizador da novela diz que a minha é mais rápida. Dá mais trabalho para tirar do que para colocar”, revela a atriz.

Bruno Luperi, autor da trama com Edmara Barbosa, comemora a participação de Selma na novela. “O desafio dela daqui em diante é dar vida a uma nova fase dessa personagem, que é tão intensa. Agora, ela é menos ativa e vibrante, porém não menos firme e convicta de seus ideais”, define.

Como foi feito com padre Romão (Umberto Magnani) e Chico Criatura (Gésio Amadeu), também vividos pelos mesmos atores nesta nova fase, há um trabalho que envolve a mudança na caracterização e na expressão corporal da atriz. “Selma foi mais uma primorosa escolha no elenco de “Velho Chico”. Acompanhá-la dando vida e trejeitos à nossa querida Encarnação tem sido motivo de muita alegria e emoção”, diz Luperi.

EMOÇÃO

Na primeira fase de sua personagem, Encarnação, a atriz Selma Egrei contracenava com o tradicional coronel Jacinto (Tarcísio Meira). Agora, ela tem de se adaptar ao comportamento moderno da neta, Tereza (Camila Pitanga), e do bisneto, Miguel (Gabriel Leoni).

“Força ela tem de sobra. Além disso, uma pessoa idosa desse jeito desperta um pouco da compaixão dos familiares. Ela não é mais aquela matriarca poderosa, mas ainda dita as normas da família. Só que com menos vigor”, explica Selma.

Ela avalia a dificuldade de seu papel em “Velho Chico”. “Cada personagem é um e tem suas características. A Encarnação é uma mulher difícil, tem uma carga emocional muito pesada. Esse trabalho não é feito de forma simples, com os pés nas costas”, explica a experiente atriz.

Por Folhapress

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