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Seleção do Amazonas embarca para levar categoria máster a Parintins

A proposta é reviver o handebol no Amazonas por intermédio de intercâmbio municipal e estadual - foto: divulgação

A proposta é reviver o handebol no Amazonas por intermédio de intercâmbio municipal e estadual – foto: divulgação

Percussores do Handebol que brilharam nas quadras do país num passando não tão distante, estão em busca de expandir a modalidade pelo Estado. Por isso, os atletas amazonenses que já passam dos 40 anos, abdicaram da aposentadoria e vão repassar os seus conhecimentos para a Seleção de Parintins, que tem a mesma faixa etária, mas não a mesma vivência em competições.

Desta forma, a ilha dos bois Garantindo e Caprichoso vai receber nesta sexta-feira (29) e sábado (30)  um jogo-treino com a seleção máster do Amazonas. Os atletas barés embarcaram na manhã desta quinta-feira (27) no porto da Manaus Moderna, na Zona Sul da capital, com destino a terra dos bumbás. A iniciativa conta com o apoio do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

“Nós somos ex-atletas e tudo começou como uma brincadeira e, assim, já estamos há dois anos treinando e repassando nossos conhecimentos. Como o máster (categoria) já foi implantado no Brasil, nós estamos fazendo este intercâmbio entre os mais experientes. Todo mundo ganha com isso e é uma maneira de perpetuar esta categoria, que é tão importante quanto as outras”, explicou a pivô da seleção, Aparecida Castro, de 44 anos, que já foi vice-campeã Brasileira na década de 80.

A proposta é reviver o handebol no Amazonas por intermédio de intercâmbio municipal e estadual, explicou Aparecida. “Já fomos para Boa Vista, Roraima, agora vamos a Parintins e temos propostas de ir para Itacoatiara, Manacapuru… fazer todo o interior, sempre em busca de atletas que apesar da idade, queiram ainda aprender”, destacou.

Viagem da alegria

No embarque para Parintins, o grupo que partiu de navio demonstrava alegria e compromisso para expandir a modalidade e reencontrar os amigos. Este foi o caso da armadora central Wanderléa Menezes.

“O pessoal vai conhecer o handebol máster. É um trabalho de formiguinha que a gente está plantando para depois colher os frutos. Está sendo uma maravilha poder reencontrar os amigos e ajudar a divulgar o nosso esporte”, afirmou a jogadora, que teve passagens pelos times por Marques de Santa Cruz, Olímpico Clube e Rio Negro, na década de 80. “Sou do tempo em que as quadras ficavam lotadas”, recordou a jogadora, deixando escapar a saudade do passado.

Tudo por amor – Para implantar e valorizar o esporte, técnicos e jogadores fizeram uma verdadeira maratona. Promoções e eventos foram realizados para custear a temporada.

“Nós fizemos rifas, duas feijoadas e conseguimos os valores para pagar nossa hospedagem e alimentação. Também recebemos apoios e agradecemos a Sejel por nos doar a passagem para Parintins. Isso mostra como importante é valorizar a categoria máster no Amazonas”, agradeceu Aparecida.

O novo Handebol

Diferente do handebol convencional, a categoria máster requer uma atenção especial. Voltado apenas para ex-jogadores, as competições no Brasil ainda são realizadas de forma amadora em jogos amistosos e torneios não oficiais. Além de jogar com um time misto, homem e mulher, as disputas em quadra possuem regras diferentes.

“Nós vamos ensinar como se joga o novo handebol, o handebol máster. São oito jogadores na linha, com quatro defensores e quatro atacantes. A defesa não pode ir para o ataque e o ataque não pode voltar para a defesa. No handebol convencional são seis atletas na linha e uma goleira e as seis atletas podem usar a quadra inteira”, explicou a bicampeã Brasileira de 76 e 78, Necy Suwa, 56, que atua como técnica e jogadora da seleção.

Com informações da assessoria

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