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Sejel busca solução para tornar Arena rentável

Em balanço divulgado pela Fundação Vila Olímpica (FVO) os gastos que somavam somavam R$ 1,4 milhão/mês, caíram para R$ 780 mil  - foto: divulgação

Em balanço divulgado pela Fundação Vila Olímpica (FVO) os gastos que somavam somavam R$ 1,4 milhão/mês, caíram para R$ 780 mil – foto: divulgação

Shows musicais e partidas de futebol de campeonatos nacionais oficiais é a aposta do novo secretário estadual da juventude, esporte e lazer, Fabrício Lima, para tornar a Arena da Amazônia rentável. Há um mês no cargo, ele disse que ainda define um planejamento para retirar do contribuinte o custo mensal de manutenção, que gira em torno de R$ 500 mil.

Além disso, outra solução para inverter o atual cenário negativo e apagar a imagem de “elefante branco” é privatizar o estádio. Fabrício Lima disse que atualmente duas empresas, que não tiveram os nomes reveladas estão interessadas pela concessão da arena.

“Para a privatização, o governador José Melo deve fazer um chamamento público, informando das condições e do processo legal. O governador já teve contato com as duas empresas, mas até o momento apenas conversas foram realizadas. Não existe nada de concreto. Na hora que publicar o edital, esse número de empresas interessadas deve crescer ainda mais”, disse.

Fabrício ressalta que a privatização não é a única opção para tornar a Arena da Amazônia lucrativa. Uma das formas de viabilizar a manutenção do estádio, talvez a principal para torna-la autossustentável de maneira particular, é transforma-la em espaço multiuso.

“A decisão final do governador é avaliar os prós e os contras dessa privatização e dos outros processos que estão sendo estudados. Estamos fazendo um levantamento para informar com precisão o valor certo do custo mensal do estádio. Uns falam R$ 400 mil, outros R$ 500 e fiquei sabendo que pode ser até R$ 800 mil. Vou fazer o raio x e passarei todas as informações ao governador, após esse processo veremos qual será a melhor alternativa”, informou.

O secretário destacou que após assumir o cargo, uma produtora mostrou interesse em trazer para Manaus, a turnê da banda de rock Coldplay, que estará no Brasil no próximo mês realizando dois shows. Ele salienta que ainda não existe nada formalizado, mas que a possibilidade de a arena servir como palco para grandes eventos internacionais não está descartada.

“Se captarmos esses grandes eventos, com certeza tornaremos a arena autossustentável. Quem não quer vim para cá? Só que precisamos oferecer as condições necessárias para que sejam realizados esses acontecimentos. Queremos fazer, e faremos, que a arena tenha uso o ano todo. Não a usaremos somente para partidas de futebol, estaremos abertos para negociar”, falou.

Sobre o calendário do estádio para este ano, Fabrício disse que ainda não está definido, mas que algumas reuniões já aconteceram e outras estão marcadas com clubes do Rio de Janeiro para fechar a programação.

“Terei reuniões com o presidente do Vasco, Flamengo e do Botafogo para discutirmos a realização de partidas de futebol aqui em Manaus. A princípio a ideia é realizar rodadas duplas, com jogos de quatro times cada rodada. Isso será um meio de atrair o público para frequentar o estádio. Vamos incentivar a população a voltar a ter esse habito de prestigiar o esporte. Com certeza isso também será responsável pela geração de renda”, concluiu.

 

Por Gerson Freitas

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