Economia

Segurança eletrônica registra alta de 6%

 

Empresas e residências continuam investindo na segurança, mesmo em épocas de instabilidade financeira – Arthur Castro

O mercado promissor de monitoramento eletrônico que vinha crescendo ano após ano em Manaus também precisou se enquadrar aos moldes da recessão econômica e acabou tendo mudanças nos perfis de consumo do serviço nos últimos 2 anos. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica no Amazonas (Abese-AM), no ano passado, o segmento passou a ter um crescimento de 6% na demanda, apenas pela compra do equipamento, e uma queda nos contratos de monitoração de 17%.

O serviço atende mercadinhos, residências, empresas em geral e oferece duas modalidades para pagamento: contratos com vencimentos mensais, que custam em média R$ 250, e a venda definitiva dos equipamentos que partem de R$ 2,5 mil podendo chegar até a R$ 5 mil.

O presidente da Abese-AM, Esperidião Gomes, também proprietário da empresa 3D Alarmes, explicou que apesar de o mercado ser promissor, a instabilidade financeira fez com que as pessoas começassem a fugir de mensalidades. Apenas a 3D perdeu, em 2016, 118 contratos de aluguéis em Manaus. “Depois que chegou a crise, todo mundo passou a ter mais dívidas e para fugir da inadimplência preferem comprar os equipamentos, o que fez crescer as vendas”, explica Esperidião.

Mercado oferece contratos a partir de R$ 250 e venda definitiva de equipamentos com valores de até R$ 5 mil – Ione Moreno

O empresário chamou atenção para não confundir esse segmento com segurança patrimonial de empresas que é feita por agentes armados e não armados. Atividade de monitoramento é estritamente detectar algum invasor e avisar o cliente.

Antes da crise, o setor crescia, em média, 10% tanto na modalidade de venda como a procura por contrato de serviços. Mas esse crescimento perdurou até o ano de 2014, quando o setor começou a ter inconstância. A procura era feita por comércios, residências e até igrejas.

Esperidião informa que, no caso das igrejas, houve situações em que o cliente abriu mão do serviço porque as ofertas dos fiéis caíram e havia outras prioridades, como conta de energia para pagar.

Os serviços também incluem o item cerca elétrica, que registrou maior queda de todo esse mercado. Esperidião contou que, no caso de sua empresa especificamente, instalava antes até quatro cercas por semana e agora nesses três primeiros meses de 2017, foram instaladas apenas três cercas.

O empresário conta que entre os fatores que fizeram cair a instalação de cerca foram o custo que é em média R$ 3 mil e as exigências de segurança.

Dificuldades

O empresário Fábio Lima, da Maprotem, informa que a empresa registrou uma queda de 20% na demanda em 2016, o que segundo ele, é reflexo causado não por falta de credibilidade do segmento, mas porque as pessoas não conseguem sustentar o serviço.

Fábio conta que a inadimplência no setor começou a ter um crescimento no segundo semestre de 2015. “Quando ocorre inadimplência, encerramos o contrato o quanto antes, em vista dos faturamentos que estão caindo”, explica.

A empresa trabalha principalmente na modalidade de contratos mensais que custam a partir de R$ 250 por um sistema de monitoramento com quatro câmeras e alarme. Em casos de venda do equipamento de quatro câmeras, com cabeamento e instalação pronta para funcionar, o custo gira em torno de R$ 2,5 mil. A empresa gera 20 empregos diretos e ao menos dez indiretos.

 

Joandres Xavier

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