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Segundo dia de greve dos bancários no AM é marcado por filas quilométricas e sufoco nas agências ainda abertas

O presidente do Sindicato dos bancários informou que ainda houve avanços nas negociações. Por isso não há previsão para o fim da greve  - foto: Márcio Melo

O presidente do Sindicato dos bancários informou que ainda houve avanços nas negociações. Por isso não há previsão para o fim da greve – foto: Márcio Melo

O segundo dia de greve dos bancários foi marcado por muito sufoco nas agências que furaram o movimento e abriram as portas para o público. Já nas unidades fechadas, a população também teve que enfrentar filas quilométricas para utilizar os caixas eletrônicos e realizar suas transações. Em Manaus, 52 agências amanhecerem fechadas, das 128 existentes.

Entre as agências abertas estavam as dos bancos Bradesco e Itaú da Djalma Batista. A paciência foi o pré-requisito necessário à população durante a espera para o atendimento. “Entendo que é um direito deles, mas ficou muito complicado para nós. Pelo jeito a espera será longa”, apontou a comerciante Janira Guedes, 33.

Na porta de algumas agências abertas, funcionários informavam aos clientes quais outras unidades espalhadas pela capital ainda estavam realizando atendimento.

Todas as agências localizadas no centro da cidade, sejam públicas ou privadas, fecharam as portas. Algumas delas, já nas primeiras horas da manhã, registraram enormes filas no setor dos caixas eletrônicos de autoatendimento, como o Bradesco das avenidas 7 de Setembro e Eduardo Ribeiro, o Banco do Brasil da rua 24 de Maio e o Itaú da avenida Getúlio Vargas.

Apesar dos funcionários de todas as agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia (Basa) terem abraçado a greve, o serviço de liberação de cartão e resolução de problemas com senhas aos aposentados continuou sendo realizado.

“Fizemos isto para não prejudica os aposentados de receber os benefícios do INSS, temos funcionários liberando os cartões, para que eles possam sacar o dinheiro no caixa eletrônico”, informou a diretora do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Elsie Andrade.

Interior

No interior do Estado, as agências de Coari e São Gabriel da Cachoeira também fecharam as portas nesta quarta-feira (7), juntando-se a Parintins, Itacoatiara, Rio Preto da Eva, Manacapuru, Iranduba e Humaitá, onde os bancários abraçaram a paralisação desde ontem.
Em todo o Amazonas, a adesão dos funcionários saltou de 1.200 para 1.600, dos 3.500 funcionários.

“Ainda não tivemos avanços nas negociações. Não tem proposta acima de 5,5 % de reajuste e R$ 2.500 de abono da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Por isso não há previsão de fim da greve”, afirmou Nindbergue Barbosa, presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas.

Conforme ele, a categoria reivindica aumento de 15% em cima do salário base, sendo 9.88% referente a inflação de setembro de 2014 a agosto de2015. Além de 5% de ganho real.

Por Ive Rylo

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