Política

Segue indefinido futuro da Santa Casa de Misericórdia

A discussão que existe em andamento, é que a solução para o hospital desativado há mais de dez anos, seja transformado em um Centro de Reabilitação - foto: divulgação

A discussão que existe em andamento, é que a solução para o hospital desativado há mais de dez anos, seja transformado em um Centro de Reabilitação – foto: divulgação

Proposta defendida pelo governador José Melo (Pros) durante a campanha eleitoral em 2014, de transformar a Santa Casa de Misericórdia em hospital do câncer infantil foi descartada ontem durante reunião entre a Frente Parlamentar de apoio à Santa Casa de Misericórdia e membros da Comissão Administrativa Provisória da entidade. O encontro aconteceu na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

De acordo com o membro da Comissão Administrativa Provisória da Santa Casa, Thiago Queiroz de Oliveira, a discussão que existe em andamento, é que a solução para o hospital desativado há mais de dez anos, seja transformado em um Centro de Reabilitação, juntamente com uma Unidade Básica de Saúde (UBS), numa parceria com a Prefeitura de Manaus.

Thiago ressalta que a conclusão da inviabilidade de transformar a Casa num hospital infantil do câncer foi tomada em conjunto com o ex-secretário de Estado de Saúde, Wilson Alecrim. Mas, para que a Santa Casa se transforme num Centro de Reabilitação ou uma UBS tem que ser feita a negociação das dívidas trabalhistas dos ex-funcionários.

“O demonstrativo da dívida está disponível no site da Santa Casa para todos que quiserem acessar. Não existe nada de dívida crescente, mas o pagamento a algum tipo de débito está fracassando por conta da prescrição”, disse Thiago.

Conforme o presidente da Frente Parlamentar em defesa da Santa Casa, vereador Professor Samuel (PHS), uma reunião vai ser definida com o governador José Melo para que o pagamento da indenização de desapropriação passe a estar na agenda de prioridades do governo, e em segundo lugar, um pedido para que a secretaria de saúde participe mais desse processo de discussão que poderá ser realizado no local.

“Foi prioridade a ponte Rio Negro, que dobrou de preço para sua construção; foi prioridade a Arena da Amazônia, que se tornou um grande elefante branco, e a Santa Casa, continua da mesma forma, virou uma espécie de ‘cracolandia’. As famílias que moram ali perto ficam com medo de passar nas redondezas a partir das 18h, por que o perigo é constante. E eu vim para essa reunião, para ouvir uma proposta do governador, de falar se vai ou não cumprir com a promessa que fez”, disse Frota.

Por Henderson Martins

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