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Secretário de Segurança descarta greve de praças da PM

Apesar da presidência da Associação dos Cabos e Soldados do Amazonas (ACSPM-AM) afirmar que 70% do efetivo de policiais militares não está trabalhando por ter concordado com o movimento de ‘faltas coletivas’, o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, afirmou categoricamente que a versão dos praças não é verdadeira e descartou a existência da greve.

De acordo com o presidente da ACSPM, cabo Igor Silva, apenas 30% dos policiais estão nas ruas. “Estamos em faltas coletivas. Hoje 70% da PM não montou serviço, somente 30% do efetivo geral do Estado do Amazonas está nas ruas. O governo não dá nenhuma posição para a categoria. Tudo vai ser sessado quando o governador chamar a categoria para conversar. Nós sabemos do nosso compromisso com a sociedade militar”, afirmou.

Entretanto, o secretário de Segurança Pública informou que o patrulhamento de segurança se encontra normalizado, uma vez que houve baixa adesão de praças à ‘paralização’. “Não é verdade isso, a adesão foi pequena. O que a gente tem é que lamentar, porque primeiro de tudo a Constituição proíbe greve de militares, inclusive de militares estaduais, então é um movimento ilegal, essa questão de paralisação. Quando o cidadão entra na PM ele faz essa escolha. Eles estão patrulhando normalmente. Está tudo normal, independente disso”, disse Sérgio Fontes.

Ainda segundo o secretário, a segurança no Amazonas está normal e caso haja necessidade, o uso das forças armadas e do Exército Brasileiro (EB), será usado em um plano B. “A gente sempre tem um plano B, mas como não aconteceu nada até agora, está tudo dentro da normalidade, não será preciso”, observou.

O secretário de Segurança Pública mostrou-se preocupado ao falar sobre o porte e uso de armas durante manifestações. “O que me preocupa, são essas pessoas estarem armadas. Não é legal portar arma em manifestações de classe. A sociedade tem que ficar preocupada é com essas pessoas”, pontuou.

Ele também salientou que a falta de alguns praças ao trabalho será apurada. “Essas faltas serão investigadas. Alguns Distritos Integrados de Polícia (DIPs) tiveram algumas faltas, mas essas faltas serão apuradas, porque é muita coincidência o pessoal faltar justamente no dia do movimento”, disse Fontes.

Escrivães

O presidente do Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Polícia Civil (Sindeipol-AM), Rômulo Valente, confirmou na manhã desta quinta-feira, que 50% dos servidores da Polícia Civil do Amazonas também estão integrados ao movimento da PM, uma vez que alguns pleitos da categoria correspondem aos dos militares.

“É uma insatisfação da nossa classe também. Desde abril deste ano o governador vem protelando uma reunião com a gente. Ele disse que não tinha condições de pagar a nossa data base e remarcou a reunião para setembro. Em setembro ele remarcou o encontro para a última quarta-feira (14) e em cima da hora desmarcou. Achamos uma falta de respeito, não queremos trazer prejuízos para a sociedade, nem para o governo e nem para gente”, disse.

Histórico

No ano passado, em torno de 5 mil policiais militares participaram da greve do dia 28 de abril. O movimento foi articulado por meio das redes sociais. Praças lotados na capital, se reuniram em frente à Arena da Amazônia, na avenida Constantino Nery, tendo como pauta reivindicações como a criação e aprovação do Código de Ética, a regulamentação da escala de serviço, regulamentação da Gratificação de Trabalho Extra (GTE), o pagamento de auxílios, alimentação e moradia e a Lei de Carreira. Além de Manaus, estiveram presentes servidores militares dos municípios de Manacapuru, Itacoatiara, Humaitá, Iranduba, Tabatinga e Atalaia do Norte.

Por Luis Henrique Oliveira

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