Cultura

Secretário de Cultura esclarece dúvidas sobre como as montagens e produções privadas podem ser realizadas no Teatro Amazonas

Teatro AMazonas

Demanda para a realização de eventos de cunho cultural no Teatro Amazonas não é negada pela SEC, destaca Robério Braga-foto: Ione Moreno

Comumente o amazonense é pego assistindo a espetáculos – teatrais e musicais – em espaços privados da cidade, mesmo tendo o ícone maior do Estado, o Teatro Amazonas, à disposição. Apesar de todo o tradicionalismo e suntuosidade, o espaço cultural tem sido cada vez menos procurado por produtores locais, ficando praticamente de uso exclusivo para eventos da Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas (SEC).

Segundo o secretário de Cultura, Robério Braga, essa procura por espaços privados, muitas vezes, se deve a capacidade do próprio Teatro Amazonas, que comporta 700 pessoas. “Em boa parte dos casos, não é viável uma empresa realizar grandes eventos para esse público, assim elas optam por espaços maiores. A realização desses eventos no teatro encareceria o ingresso e não seria vantajoso”, explica.

Além disso, ele ressalta que a demanda para a realização de espetáculos de cunho cultural no Teatro Amazonas nunca é negada pela Sec, “desde que haja datas disponíveis e o teatro suporte a estrutura do evento apresentado”.

Para que haja uma apresentação no Teatro Amazonas, os interessados podem fazer a reserva de três maneiras, como destaca o secretário. “Ao todo, os 11 corpos dirigidos pela Secretaria de Estado de Cultura fazem apresentações regulares ao longo do ano. Esses espetáculos podem ser conjuntos, em grupos ou em festivais. Todas as apresentações fazem parte do programa de disseminação da cultura regional difundido pelo governo do Estado, que promove ações artísticas, inclusive gratuitas, regularmente”, declara.

A outra maneira de utilização do espaço é feita por editais e por artistas que foram contemplados no Programa de Apoio às Artes (Proarte). “Os editais para espetáculos sem fins lucrativos são publicados pelo governo por meio da Secretaria de Estado de Cultura e os valores de arrecadação de bilheteria são elaborados pela Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC). Todos os editais e seus respectivos resultados são divulgados na internet e amplamente divulgados na mídia”, diz.
E a terceira e última forma, é fazendo a reserva de uma data por meio de ofício ou e-mail. Essa prática é aberta para produtoras, artistas e empresas que desejam utilizar o Teatro Amazonas em um período em que não há edital disponível. “A demanda deve ser enviada diretamente à Central de Programação da Sec com, pelo menos, quatro meses de antecedência. Para os eventos em que é cobrada a bilheteria, o governo cobra 10% do valor arrecadado com os ingressos. Essa verba é utilizada na manutenção do teatro. A taxa não é cobrada para produções locais”, esclarece.
Agenda

Apesar dos espaços privados, o secretário adianta uma série de apresentações que irão ocorrer no palco do Teatro Amazonas a partir deste segundo semestre.

“Já podemos citar apresentações como a retrospectiva da banda de rock Glory Opera, a abertura do Festival de Cultura Negra (promovido pela Associação Difusão Amazonas), show com o pianista Miguel Proença, Festival de Dança Mova-se, Festival Até o Tucupi, show da banda cover do Guns N’Roses, musical ‘Jim’ (que conta a história do músico Jim Morrison), o espetáculo de dança ‘Quebra Nozes’, a peça ‘Chuva Constante’, para citar alguns”, finaliza.

Sobre os espetáculos produzidos pela própria secretaria, Braga limitou-se em dizer que eles serão anunciados em breve.

Por Bruno Mazieri (equipe EM TEMPO)

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