Política

Secretária estadual do AM pede exoneração, após ‘dar expediente’ na Jamaica

Michele Garcia postou fotos em uma praia da Jamaica, mas não estava em período de férias - foto: reprodução

Michele Garcia postou fotos de uma praia da Jamaica em seu perfil de uma rede social, mas não estava em período de férias – foto: reprodução

A ex-secretária estadual Extraordinária, Michele Valadares Garcia, pediu ontem, exoneração do cargo que ocupava na administração do governador José Melo (Pros), após escândalo envolvendo sua postura de atuação na pasta.

Michele é esposa do ex-prefeito de Parintins e atual deputado estadual Bi Garcia (PSDB), e ocupava o cargo desde março deste ano com salário de R$ 17 mil por mês, e na semana passada fez publicações nas redes sociais passeando em uma ilha paradisíaca da Jamaica durante o período de expediente.

O desligamento da servidora foi anunciado pelo próprio governador na quarta-feira (13) durante apresentação do plano estadual de educação.
Michele está sendo acusada de fazer paste de uma lista de servidores ‘fantasmas’ e não cumprir expediente na esfera estadual. José Melo informou que os dias nos quais for constatado que Michele não esteve trabalhando, serão devidamente descontados do pagamento dela.

“A própria secretária já pediu exoneração, ela mesma tomou essa decisão, e os dias em que foi participada a sua ausência, serão descontados da sua folha esse mês, portanto não há nenhum prejuízo de natureza pública. Este assunto está encerrado”, disse o governador.

Definição

Por definição da Secretaria de Comunicação (Secom), um secretário extraordinário é designado para cumprir atividades específicas sob ordem expressa do governador do Estado.

Já o texto da Lei Ordinária 4163/2015, que cria os cargos, diz que, “as atribuições dos secretários extraordinários serão determinadas pelo chefe do Poder Executivo, por meio da edição de atos específicos”.

Os cargos de secretário extraordinário começaram a surgir no governo do Amazonas ainda nos anos 1990, durante a gestão do então governador Amazonino Mendes (PDT), por meio de lei que criou três vagas do cargo, vinculados diretamente ao gabinete do chefe do Executivo e com garantias, prerrogativas, responsabilidades, direitos e remuneração de secretário de Estado.

Com a exoneração de Michele Garcia, permanecem cinco vagas ocupadas. O ex-procurador geral de Justiça do Amazonas Francisco das Chagas Cruz ocupa, atualmente, uma das cadeiras e é secretário extraordinário de Relações Institucionais.

Completam a lista o ex-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, Amilton Gadelha; o ex-delegado adjunto, Mário Jumbo Aufiero; o defensor público Fernando Figueiredo Prestes (filho da presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, desembargadora Maria das Graças Pessoa Figueiredo) e a vice-presidente do PSD no Amazonas, Auxiliadora Abrantes Pinto, que também estão no quadro do Estado como secretários extraordinários.

Desvio de foco

Ontem, para desviar o foco sobre os demais nomes, o secretário de Estado Extraordinário, Mário Aufiero, foi anunciado como coordenador da Comissão Conjunta Estado/Município para Organização do Torneio Olímpico de Futebol Rio 2016.

Aufiero atuará ao lado do diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, na coordenação geral da comissão.

Além da coordenação geral, foram criados grupos temáticos, cada um com um representante e um suplente do Estado e da prefeitura, que irão atuar em conjunto no planejamento e realização da competição junto ao Comitê Rio 2016.

Por Helton de Lima (Jornal EM TEMPO)

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