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Seca causa prejuízos no Cacau-Pirêra

O comercio nas proximidades do porto ficou enfraquecido - foto: divulgação

O comercio nas proximidades do porto ficou enfraquecido – foto: divulgação

Por conta da seca histórica no Amazonas as lanchas que operam na travessia de Manaus para a comunidade do Cacau-Pirêra, Iranduba, interromperam as atividades na manhã desta terça-feira (20). Além do prejuízo de R$ 6 mil por dia para cada dono de lancha, cerca de 35 pessoas que atuam no porto do Cacau estão sem trabalho e fonte de renda.

De acordo com o presidente da Associação dos moradores do Cacau-Pirêra, Leonardo Lopes, o prejuízo é muito grande para a comunidade, pois, segundo ele, 1,5 mil pessoas utilizavam as lanchas como principal meio de transporte. O comercio nas proximidades do porto ficou enfraquecido. Leonardo Lopes que também é dono de uma das embarcações, afirma que as vendas de peixe, e café da manhã também foram prejudicados pela vazante histórica. “Antes secava apenas 10cm ou 15cm por dia, mas nesse ano secou 40cm diariamente, e por esse motivo tudo aqui parou e cada embarcação perde R$ 6mil por dia”, disse

De acordo com o representante da Cooperativa De Transportes De Passageiros Fluvial De Iranduba Manaus (Cotpafim), Damião Morais, os pilotos das embarcações já estavam buscando alternativas para o trabalho não parar. Em parceria com a prefeitura local, os donos das embarcações construíram uma estrada improvisada para que as pessoas se locomovessem até as lanchas. Porém a parte final da estrada não pode ser utilizada, pois o nível do rio está mais baixo do que os pilotos esperavam.

Cerca de 75 taxistas que se dividiam entre o centro de Manaus, e o Porto do Cacau também estão prejudicados com a paralisação das lanchas. De acordo com Leonardo Lopes, todos os taxistas se deslocaram para o centro da capital, afim de não ter prejuízo mais altos. “Antes ficava uma parte no Cacau e outra parte no centro, mas sem as lanchas para atrair passageiros infelizmente agora eles terão que fazer apenas uma viajem por dia”, observou.

Por Asafe Augusto

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