Cultura

SEC mantém festivais, mas reduz tempo de duração

O FAO conquistou o público amazonense e fidelizou plateias, mantendo viva uma arte de quatro séculos, que por sua excepcionalidade forma a cada ano uma nova geração de artistas e valoriza talentos locais - foto - divulgação

O FAO conquistou o público amazonense e fidelizou plateias, mantendo viva uma arte de quatro séculos, que por sua excepcionalidade forma a cada ano uma nova geração de artistas e valoriza talentos locais – foto – divulgação

Com um corte de mais de 50% no orçamento deste ano, que reduziu o valor da verba de R$ 100 milhões para R$ 41 milhões, a Secretaria de Estado da Cultural (SEC) reduziu o tempo de duração e as atrações de festivais como o de Ópera, Jazz, Cinema e Teatro. Realizados durante sete dias, os eventos foram reduzidos para três. A ordem é fazer mais – manter a qualidade dos festivais –, mas com menos recursos.

“Todos os orçamentos foram reduzidos, uns em 50%, outros até mais. Mas tudo dentro de um padrão para manter a qualidade. Às vezes, diante de uma situação de crise, você descobre meios e formas de fazer eventos com qualidade. Vamos nos reinventar”, argumentou o secretário de Cultura, Robério Braga.

No caso dos festivais de Ópera, Cinema, Teatro e Dança, não deverá haver apresentações externas, ao ar livre ou em cidades do interior do Estado. Os espetáculos serão apenas no Teatro Amazonas.

“Diminuímos tempo, estrutura, tirando os espetáculos que eram realizados na rua para dentro do teatro a fim de reduzir custos. Quando você faz um espetáculo na parte externa, você precisa disponibilizar palco, luz, segurança, banheiro químico, cadeiras, telões. Isso exige uma estrutura muito mais cara”, reconheceu Braga.

As datas dos eventos, este ano, ainda não foram definidas, mas o secretário afirmou que todos estão mantidos. Uma das razões para não cancelar ou extinguir os festivais é a geração de renda proporcionada pelas iniciativas. Robério Braga disse que a maioria dos prestadores de serviços, entre eles costureiras, ferreiros, pintores, artistas, músicos, profissionais de iluminação, de cinema e da imprensa, são do Estado.

Braga defende que a política cultural também é um vetor importante do desenvolvimento turístico e da projeção do Amazonas e de Manaus no exterior. “Esse é um processo que fomenta a atividade econômica. Os festivais oferecem trabalho e mão de obra local. São os amazonenses que fazem os eventos acontecerem. Se engana quem pensa que os festivais, seja de Ópera, Jazz, Dança, Música e Cinema, são feitos por quem é de fora. Nada vem de outro Estado, desde 1999. Quando vem, é um solista, um maestro, porque os artistas locais precisam trocar experiência”, afirmou.

O secretário disse que os editais dos festivais de Dança, Teatro e Música já foram finalizados e serão divulgados até o fim deste mês. “Os novos editais devem ser elaborados dentro das orientações do governador José Melo. Tudo isso está implantado já nosso cronograma. Reforço que isso é para o bem da nossa cultura e para a manutenção dos festivais”, declarou.

 

Por Gerson Freitas

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