Dia a dia

Seap transfere 17 internos do CDPM após denúncia de plano para fuga

Dezessete internos do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) foram transferidos na manhã desta quarta-feira (12) para outras unidades do sistema prisional do Estado após denúncia anônima dando conta de que eles planejavam uma fuga em massa na próxima semana.

A operação que desarticulou o bando foi realizada em conjunto por policias da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), o Canil da Polícia Militar (PM) e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Conforme a Seap, com a fuga, o bando pretendia beneficiar um grupo de estrangeiros que está detido no CPDM. O secretário Louismar Bonates acompanhou toda a ação, iniciada ainda na madrugada.

“A informação recebida pela secretaria é de que teríamos uma tentativa e por isso decidimos pela transferência logo pela manhã”, disse Bonates, acrescentando que foi realizada uma varredura no terreno vizinho ao presídio, onde foram encontrados equipamentos que possivelmente auxiliariam os detentos na fuga.

No terreno, a uma distância de 50 metros da muralha do presídio, foi encontrada uma escada e uma ‘tereza’(corda feita de lençóis), possivelmente colocados lá por pessoas que ajudariam os presos na fuga.

“Não houve falha na segurança, porque nada disso entrou no presídio”, enfatizou, ressaltando que a Seap realiza revistas constantes em todas as unidades prisionais para evitar fugas e coibir a entrada de materiais proibidos nas cadeias.

Ainda de acordo a Seap, os presidiários foram distribuídos para três unidades prisionais: Instituto Penal Antônio Trindade, localizado no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), no quilômetro dois do Ramal Bela Vista, na Zona Leste de Manaus, e a cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro da capital. Os nomes dos detentos não foram revelados.

A última fuga de internos no CDPM ocorreu no dia 12 de abril deste ano, quando os presos escalaram a muralha da unidade prisional com a ajuda de uma corda artesanal. Na época, cinco detentos escaparam. A fuga foi atribuída a uma falha na cadeia, visto que não havia policiais militares nas guaritas do alto da muralha.
Por equipe EM TEMPO Online

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