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Saúde e corte de gastos pautam 1ª reunião do novo secretariado de Manaus

Arthur

Reunião de Arthur com seu novo secretariado tratou também de obras públicas e ordenamento urbano, mas a escassez de recursos para implementação de projetos dominou a conversa – foto: Alex Pazuello/Semcom

Passado um mês da aprovação e implantação da reforma administrativa municipal, o prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB), fez a primeira reunião com seu novo secretariado, por volta das 10h desta segunda (11), no palácio Rio Branco, no Centro da capital.

Uma das preocupações apresentadas, conforme Arthur, foi o atraso no repasse do Sistema Único de Saúde (SOS), considerado fundamental para a continuidade na construção de novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na cidade.

O tucano avalia que os repasses estão sofrendo impacto da crise econômica brasileira, mas ressalta que vai entrar em contato com outros secretários municipais e prefeitos para saber se esse atraso está acontecendo em outras partes do país.

“Quero saber se isso acontece em outras cidades de outros Estados para alinharmos as nossas cobranças ao cenário nacional. Se isso for conformado, fica claro o retrocesso do desenvolvimento do Brasil”, avisou.

Apesar dos problemas de caixa, o gestor municipal garantiu que as obras de ampliação da rede de saúde não serão interrompidas em Manaus.

Escassez e custeio

Entre os principais procedimentos que estão sendo adotados pelo Executivo Municipal para o enfrentamento da escassez de recursos está o corte no custeio da máquina pública. Cada secretário agora tem a missão de reduzir gastos e otimizar recursos.

As metas estabelecidas deverão ser cumpridas em duas etapas: primeiro até o final deste ano, depois até 2016. O foco é liquidar o maior número de projetos da atual gestão e deixar o orçamento da prefeitura organizado para os próximos quatro anos de administração.

Os cortes não se limitam aos projetos. A reforma da Prefeitura de Manaus reduziu de 27 para 20 o número das estruturas do governo municipal.
Segundo o titular da Casa Civil, Márcio Noronha, já foram economizados R$ 250 milhões dos cofres públicos municipais, por meio da extinção de mais de 80 cargos e da otimização dos serviços burocráticos das secretarias.

A meta estipulada antes da reforma era cortar 300 cargos comissionados, mas, conforme Noronha, a Casa Civil ainda está aguardando a posição dos demais secretários, para prosseguir nas “readequações”.

Mesmo com as medidas de ajuste, o prefeito voltou a frisar que os principais projetos serão mantidos, sobretudo em infraestrutura, saúde e educação. O caminho a ser seguido, segundo ele, passa pelo corte de gastos, mas sem gerar contingenciamentos.

Outras ações

Entre as deliberações dos secretários com o prefeito, ficou decidido, por exemplo, descentralizar a elaboração de projetos de engenharia, atualmente a cargo da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).

“Vamos disponibilizar uma equipe técnica para atender as demandas específicas das secretarias municipais de Educação (Semed) e Saúde (Semsa) para diminuir a sobrecarga na Seminf e dar mais agilidade nos projetos de outras pastas”, informou o prefeito.

Outras demandas apresentadas foram o reforço da iluminação pública nos cemitérios cuidados pela prefeitura, reforma dos terminais de ônibus, assim como a continuidade de implantação do Bus Rapid System (BRS) em outros cinco corredores da cidade.

Também foram debatidas as novas etapas do processo de realocação dos camelôs das ruas do Centro para as galerias populares, além da finalização do Plano de Mobilidade e da implantação do BRT – Bus Rapid Transit.

Para assegurar que as prioridades sejam cumpridas, a ideia agora é que toda segunda-feira haja uma nova reunião técnica entre o prefeito e o seu secretariado.

Por equipe EM TEMPO Online

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