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Sargento dos EUA trocado por talebans será julgado por corte marcial

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Bergdahl desapareceu de uma base americana na província de Paktika, no Afeganistão, em junho de 2009, e foi capturado pelo grupo radical islâmico Taleban. foto: divulgação.

O Comando Geral do Exército americano determinou, nesta segunda-feira (14), que o sargento Bowe Bergdahl, 29, acusado de deserção e de ter posto tropas em perigo no Afeganistão, será julgado em corte marcial, sob pena máxima de prisão perpétua.

Bergdahl desapareceu de uma base americana na província de Paktika, no Afeganistão, em junho de 2009, e foi capturado pelo grupo radical islâmico Taleban.

Quase cinco anos depois, em maio de 2014, ele foi libertado em troca de cinco integrantes do Taleban que estavam na prisão de Guantánamo, em Cuba.

A decisão é uma derrota para Bergdahl, cuja defesa tentava um julgamento em tribunal especial com punições mais brandas como perda de hierarquia ou um ano de confinamento.

Se for considerado desertor, ele poderá ser condenado a cinco anos de prisão. Se o julgamento concluir que ele pôs as tropas que tentaram localizá-lo em perigo, ele pode ser condenado a prisão perpétua.

Em audiência em setembro, o general Kenneth Dahl, que liderou as investigações, disse que Bergdahl não deveria ser preso, por não ser um simpatizante dos talebans.

Dahl afirmou que o sargento teria deixado seu posto para reportar a general responsável por outra base suas preocupações com a liderança de sua unidade.

A acusação argumentou, contudo, que Bergdahl teve intenção de desertar e que suas ações alteraram as operações americanas no território afegão.

O caso tem sido usado pela oposição para criticar a política externa do presidente Barack Obama.

 

Por Folhapress

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