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São Paulo será investigado e pode ser processado por relação com torcida

 

São Paulo 1

O promotor Paulo Castilho fez a solicitação na noite desta quinta-feira (21) e aguarda resposta da Secretaria de Segurança Pública – foto – divulgação

O Ministério Público de São Paulo decidiu abrir uma investigação contra o São Paulo após o presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, confessar que ajuda financeiramente as torcidas organizadas do time.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o cartola afirmou que dá ingressos e dinheiro para o Carnaval às uniformizadas.

De acordo com o promotor Gilberto Nonaka, da pasta do Consumidor, o clube terá de prestar esclarecimentos e poderá, ao final da apuração, virar réu de uma ação civil pública por manter tal relação.

“Como o São Paulo confessa colaborar com a manutenção e o financiamento dessas violentas torcidas organizadas – que tanto tem afastado as famílias dos estádios – deve responder solidariamente pelos danos – patrimoniais e morais – que elas venham a causar à sociedade”, consta em trecho do documento de abertura da investigação.

Nonaka argumenta que a prevenção da violência nos esportes é também de responsabilidade dos clubes e de seus respectivos dirigentes, e cita o último episódio de briga da torcida tricolor, em Mogi das Cruzes, em jogo da Copinha, na última semana.

“Aliás, no último dia 17, no estádio Francisco Ribeiro Nogueira, na partida entre São Paulo e Rondonópolis, as torcidas organizadas do clube investigado deram o seu show, cercando e agredindo policiais militares com ferro e outros objetos, causando danos que serão mais bem avaliados”, explica o promotor, ainda no documento.

Assim, o Ministério Público decidiu dar início à apuração dos faros e “se necessário, propor ação civil pública” contra o clube.

Inquérito Policial

Além desta investigação do Ministério Público, há ainda uma outro inquérito que deve ser aberto nos próximos dias, de responsabilidade da polícia.

O promotor Paulo Castilho fez a solicitação na noite desta quinta-feira (21) e aguarda resposta da Secretaria de Segurança Pública.

 

Por Folhapress

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