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Salário médio de operários do PIM chega a R$ 2,4 mil

Polo de duas rodas paga salário médio de R$ 3.234,89 mil – foto: Diego Janatã

Polo de duas rodas paga salário médio de R$ 3.234,89 mil – foto: Diego Janatã

A indústria amazonense, que vem amargando com a crise econômica uma série de grandes perdas na produção, no volume de vendas e no faturamento, ainda consegue sustentar um dado positivo quanto à remuneração da sua mão de obra – que também vive redução histórica. Segundo dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), nove setores do Polo Industrial de Manaus (PIM), responsável por 85% da indústria incentivada, pagam uma média salarial superior aos R$ 2,4 mil.

De acordo com a titular da Suframa, economista Rebecca Garcia, são, aproximadamente, 69 mil pessoas que, juntas, são 90% da massa salarial do PIM, que é de R$ 194 milhões por mês. O polo de isqueiros, canetas e barbeadores descartáveis, que emprega 2.906 pessoas, é o responsável pela maior média salarial, R$ 3.621,44. O setor químico, que emprega 2.640 trabalhadores, vem logo atrás, com salários de até R$ 3.275,27, seguido do de duas rodas, com R$ 3.234,89, o de mineral não metálico, com R$ 2.394,54, e o de brinquedos, com R$ 2.392,90.

A superintendente explica que os salários relativamente bons são aplicados a trabalhadores de todos os níveis hierárquico, desde os conhecidos popularmente como os ‘chão de fábrica’, que compõem a grande massa desses setores, até os engenheiros, que ganham acima da média. “Esses trabalhadores têm níveis diferentes de escolaridade, desde técnicos para setores específicos, até doutores em economia e engenharia”, diz.

Apesar da média salarial, o parque fabril, que, em junho de 2014, conforme dados do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), chegou a empregar mais de 120 mil trabalhadores, hoje tem empregados 83.235, conforme com os dados de março, que sofreu redução frente a fevereiro, quando o setor emprega 86.348.

Dobro
De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a média salarial da mão de obra do parque fabril de Manaus também contempla os trabalhadores conhecidos como o “chão de fábrica”. Ele observa que, apesar do ganho dos funcionários da indústria, o valor que esse trabalhador representa para o empregador vai além desse valor, custando até o dobro para a indústria.

“O valor do trabalhador vai além do salário e o custo aumenta significativamente para a indústria. Temos aí embutidos os encargos sociais, pois pagamos todo o pacote de benefícios que não acontece em outras regiões do país, como transporte, alimentação, alguns benefícios extras, como creche, auxílio maternidade, tudo isso faz com que trabalhador saia com alto custo para as empresas”, explica Périco.

Segundo o presidente do Cieam, apesar da crise do setor, alguns polos que correspondem a grande massa dos trabalhadores do PIM, não têm sido afetados com demissões. “Alguns setores apresentam comportamento favorável como o químico, o gás, isqueiro, que são da indústria que chamamos de concentrado, e que presentam uma grande geração de emprego e importância”, avalia.

Por Stenio Urbano

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