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Salão de Duas Rodas é a aposta para minimizar efeitos da crise

A produção começou neste mês, com uma linha de montagem na Dafra, na Zona Franca de Manaus - foto: divulgação

A produção começou neste mês, com uma linha de montagem na Dafra, na Zona Franca de Manaus – foto: divulgação

O último suspiro para fechar, ao menos, o último trimestre de 2015 de maneira favorável é a aposta da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), com o 13º Salão de Duas Rodas. Com a participação das principais montadoras do setor, o salão, buscará estimular os amantes da velocidade a investirem no meio de transporte próprio, num momento de instabilidade econômica.

De acordo com o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, a feira vem num momento muito propício para o polo de duas rodas, que sofre com a crise desde o começo do ano – e acumula queda de 10% na produção, de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2014. O salão que abriu as portas ontem (6) vai até a próxima segunda-feira (12), no Anhembi, em São Paulo.

Fermanian admitiu que o prejuízo acumulado até setembro é impossível de ser recuperado, mas espera um final de 2015 menos cruel para o setor. Para ele a feira servirá de marco de uma nova etapa para que o setor possa caminhar positivamente, uma vez que o segundo semestre é sempre melhor que o primeiro. “Nós vamos ter a chegada da primavera, do verão, do 13º salário, que sempre irriga a economia com mais recursos financeiros. E o salão deve contribuir para que nós consigamos efetivamente promover um revés”, salientou.

Com a variação do dólar, o diretor de relações institucionais da Honda, Paulo Takeuchi, afirmou que a empresa vai aguardar um panorama mais regular quanto ao preço da moeda norte-americana para, quem sabe, readequar os preços cobrados sobre os produtos fabricados pela montadora japonesa, no Polo Industrial de Manaus (PIM).

“Obviamente a alta do dólar e a inflação refletem no nosso custo. Porém, nós temos um prazo para pode fazer os cálculos. Se o dólar se estabilizar nesse patamar, lá na frente os custos também terão de ser compensados. Tudo depende na oscilação do mercado. Vamos avaliar o comportamento da moeda para o futuro. Se ela baixar, nós podemos segurar “, admitiu Takeuchi.

A Harley-Davidson, que trouxe para o Salão de Duas Rodas o projeto LiveWare – a primeira motocicleta elétrica da fabricante norte-americana -, ajustou a tabela de preços dos seus produtos para 2016. Suas motocicletas chegam ao mercado até 25% mais caras em virtude da variação cambial e também por se tratar de novos produtos, como é o caso da nova Iron 883 e da Forty-Eight.

“Para todas as montadoras que operam no regime de CKD, trazendo os kits de fora do país, isso sempre acaba impactando. O importante é mantermos um modelo de negócio sustentável a longo prazo. Nós fizemos algumas alterações no posicionamento de preço da linha 2016 para tentar absorver uma parte disso, mas continuamos confiantes no país “, apostou o gerente de produto para América do Norte e Latina da Harley-Davidson, Júlio Vitti.

*Repórter viajou a convite da Abraciclo

Por André Tobias

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