Dia a dia

Sabino diz que lutará por guarda de menina haitiana

A ação ocorre em uma luta judicial entre o ex-deputado federal e o tio da criança - foto: Ione Moreno

A ação ocorre em uma luta judicial entre o ex-deputado federal e o tio da criança – foto: Ione Moreno

Envolvido em um atribulado processo de adoção de uma criança haitiana de 3 anos de idade, o ex-deputado federal Sabino Castelo Branco afirmou que vai lutar para conseguir na Justiça a guarda da menina. Decisão do juiz plantonista da Vara da Infância e da Juventude determinou que o parlamentar entregue a criança de imediato ao juizado. Entretanto, segundo o advogado de Sabino, o parlamentar ainda não foi notificado sobre a decisão judicial.

A ação ocorre em uma luta judicial entre o ex-deputado federal e o tio da criança, o vendedor Lucius Popotte, 35. Conforme a delegada titular substituta da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Regiane Lacerda, em um primeiro momento, a criança foi entregue espontaneamente ao parlamentar.

“O tio da menina informou que sempre entregava a criança ao Sabino e, neste último fim de semana, ele não a devolveu. Por conta disso, nós aguardamos que o Sabino devolvesse a criança e adotamos todos os procedimentos e providências criminais e recebemos a decisão da Justiça”, relatou.

Na tarde de ontem, o tio da menina e a cuidadora da criança, Ana Cláudia Pires, estiveram na sede no Ministério Público Estadual (MPE-AM) e na Depca, a fim de conseguir entrar com a guarda da menina e ter respostas sobre o andamento do caso.

“Queremos a criança de volta porque ela não está para a adoção, os pais têm interesse em ficar com a criança que veio para Manaus apenas para um procedimento cirúrgico”, informou Ana, que afirmar ter sido agredida pelo ex-deputado, ao tentar levar a menina de volta.

Sabino informou que Lucius e Ana estão agindo de maneira contraditória. “O tio dela sabe que eu pedi os documentos para dar entrada no pedido de adoção. Ele chegou a comentar que já havia falado com os pais da criança, com a mãe que está no Haiti e o pai no Ceará. Ele me trouxe os documentos sabendo a finalidade, e não como estão alegando que foi para matricular a criança em aulas de inglês. Eu desconheço o que a Ana está informando por aí”, explicou.

Por Thaís Gama

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