Sem categoria

Rota para o Sul do AM é retomada por empresas

Após 21 anos sem rotas na BR-319, a Aruanã e a Eucatur retomaram o serviço de Manaus para Humaitá e Porto Velho – foto: Diego Janatã

Após 21 anos sem rotas na BR-319, a Aruanã e a Eucatur retomaram o serviço de Manaus para Humaitá e Porto Velho – foto: Diego Janatã

Foi como a chegada de uma grande personalidade, que, com brilho nos olhos, os moradores de municípios e comunidades cortadas pela BR-319 receberam os primeiros ônibus da rota inaugural do transporte de passageiros intermunicipal, nos trechos Manaus/Humaitá e Manaus/Lábrea, retomada no último dia 10 de outubro.

O serviço não acontecia na região há mais de 20 anos, dado as condições precárias da rodovia federal, que vive uma eterna novela  de promessas, obras e embargos por danos ambientais, desde 2002. Ainda assim, a empresa Aruanã Transporte assumiu o investimento de risco e voltou a operar na estrada com permissão da Agência Reguladora dos Serviços Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam).

Quando perdeu totalmente as condições de tráfego, em 1994, segundo o sócio proprietário da Aruanã, Eduardo Machado, a empresa abandonou, deixou a região. “Havia atoleiros demais que não davam condições de trafegabilidade”, lembra. Segundo ele, em 2002, iniciaram as obras na estrada para asfaltar até o quilômetro 170. “Nessa época, começamos a nos preparar e em 2003 começamos a operar até o município do Careiro Castanho, com ônibus zero quilômetro, no trecho da estrada totalmente pavimentado”, conta.

Depois da recuperação até o 170, a novela da rodovia começou por conta do trecho entre os quilômetros 250 e 655,7, mais conhecido como “meião”. Com uma autorização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em 2014, abriu trechos da estrada, que permitiu à empresa o investimento de risco, segundo Machado.

Mas, a rota estrada que tem 877 quilômetros de extensão (de Manaus a Porto Velho (Rondônia), não deverá se sustentar o ano todo, por conta dos riscos de deslizamento e atoleiro no período de chuva. “As construtoras garantem que teremos trafegabilidade no inverno, mas, nós acreditamos que vamos operar até o início de dezembro. A partir daí vai ficar muito difícil para o passageiro, por conta do desgaste. Se a previsão se confirmar, nós vamos parar em dezembro, para voltar entre abril e maio do ano que vem”, afirma.

Machado diz que o investimento para a operação na BR-319 foi de, aproximadamente, R$ 5 milhões. Segundo ele, a frota tem oito ônibus novos com ar-condicionado, água mineral e banheiro. “Os ônibus que estão operando na linha são o que tem de melhor no Brasil. Fizemos isso porque temos esperança de que a rodovia terá a sua plena recuperação”, salienta.

Antes da viagem inaugural pelos 670 quilômetros até Humaitá, segundo o empresário, a Aruanã fez uma viagem teste para avaliar o desgaste dos passageiros e os riscos da estrada. “Sem chuva ela é excelente para qualquer tipo de veículo. Mas, agora com o período de chuva ela fica lisa e por isso o cuidado deve ser redobrado. Durante o teste verificamos que não tinha muitos riscos e a partir daí decidimos liberar o ônibus com passageiros”, explica.

Porto Velho

Depois do anúncio de retomada da operação da Aruanã, na BR-319, a Empresa União Cascavel de Transporte e Turismo (Eucatur) anunciou operação entre Porto Velho e Manaus. O gerente da empresa em Porto Velho, Maximino Bedim, explica que as viagens que partem da capital de Rondônia, serão realizadas nos dias de domingo, terça-feira e quinta-feira. Já as saídas de Manaus serão nos dias de terça, quinta e sábado, com saída da rodoviária programada para às 5h30, e parada programada na rodoviária de Humaitá.

Por equipe Jornal EMTEMPO

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir