Esportes

Ronaldo investe na China e terá Figo como concorrente

Em meio a muita tietagem, Ronaldo Fenômeno lançou oficialmente suas escolinhas de futebol na China, nesta segunda-feira (16). A ideia é oferecer aulas da Ronaldo Academy já a partir de dezembro em uma escola e expandir o serviço para 30 estabelecimentos de ensino nos próximos dois anos.


Apesar da adoração dos chineses pelo futebol, o país não acumula bons resultados nesse esporte, tendo se qualificado para apenas uma Copa do Mundo até hoje, em 2002.

O desejo do governo Xi Jinping, no entanto, é fazer a China brilhar nos campos, com a inclusão obrigatória do futebol nas aulas de educação física e a abertura de mais locais para treinamento.

“Tenho certeza que, em alguns anos, podemos ter um grande jogador na China. Estamos prontos para ensinar tudo o que eu aprendi”, afirmou Ronaldo durante o lançamento.

“Luonaerduo”, como ele é chamado pelos chineses, foi alvo de intensa tietagem durante o evento. Chineses levaram camisas do Brasil, tentaram se aproximar para tirar selfies com o atleta e aplaudiram os melhores gols da carreira de Ronaldo, relembrados em um vídeo promocional.

O ex-jogador brasileiro chega à China com a vantagem de ser extremamente popular. Costuma ser o primeiro nome citado pelos chineses quando falam do futebol brasileiro. Por outro lado, vai encontrar a competição de outras escolas abertas recentemente, como a do português Luis Figo e uma em colaboração com o Real Madrid.

“Hoje não há um líder de mercado de escolas de futebol na China”, explica Paulo Swerts, empresário brasileiro que vai desenvolver o projeto no país.

O diferencial da Ronaldo Academy é oferecer, também, aulas de inglês e técnicas sobre como vencer na carreira e na profissão, disse Carlos Wizard, parceiro do ex-jogador na rede de franquias das escolas, lançada este ano no Brasil.

A escolinha também pretende ajudar os melhores alunos -no futebol e nas notas da escola- a conseguir bolsas em universidades norte-americanas, país extremamente visado pelos chineses que querem mandar os filhos para o exterior.
Para Erivelton Duarte, brasileiro que ensina futebol na China há cerca de nove anos e será responsável pelos treinadores da Ronaldo Academy no país, o estrelato dos chineses nos campos não virá no curto prazo. “Acredito que será uma potência, mas é preciso ter paciência. Eles estão no caminho.”

Paulo Swerts diz que o objetivo principal da escolinha não é formar fenômenos, mas desenvolver qualidades nas crianças por meio do esporte.

Na China, a ideia é oferecer os serviços inicialmente às escolas particulares, que poderiam ou não cobrar à parte pelas aulas de futebol -algo entre R$ 450 a R$ 700 por aluno por mês. Os pais têm acesso a vídeos, fotos e ao desempenho dos filhos por um aplicativo no celular.

Por Folhapress

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