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Rodoviários vão cumprir determinação do TRT e apenas 30% da frota devem parar a partir desta segunda

Givancir ressaltou que atualmente o serviço de transporte vem sendo utilizado com uma demanda maior pelos usuários por conta da crise - foto: Diego Janatã

Givancir ressaltou que, somente este ano, é sétima vez que as empresas atrasam pagamentos – foto: Diego Janatã

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTR), Givancir Oliveira, afirmou na manhã deste domingo (6) que a categoria vai cumprir a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-AM) de manter 70% da frota de ônibus nas ruas de Manaus a partir de segunda-feira (7), quando se iniciam mais uma paralisação em protesto por benefícios atrasados.

O documento foi expedido na última sexta-feira (4) pela presidente do órgão, Maria das Graças Alecrim Marinho, após pleito do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), e os representantes dos rodoviários foram notificados na mesma data, segundo contou Oliveira. Dessa forma, somente 30% da frota vai parar. O protesto deve seguir até que as empresas cumpram com o pagamento dos atrasados.

De acordo com Givancir, essa estratégia de atrasar pagamentos de benefícios e remunerações da categoria é velha. Somente este ano, é sétima vez que as empresas fazem isso.

“Não tem explicação para esses atrasos. A administração municipal aumentou os subsídios para os empresários de R$ 2 milhões para R$ 2,6 milhões, e com a implantação da ‘faixa azul’, os lucros das empresas aumentaram cerca de 20%. Já o nosso aumento foi de 8%. São as empresas que mais lucraram nessa administração”, afirma o presidente do sindicato.

Ainda conforme as informações de Givancir Oliveira, o sindicato pretende entrar com uma ação no TRT para exigir que as empresas de ônibus sejam punidas se houver um novo atraso no pagamento para os trabalhadores.

“Essa é a única alternativa de conseguirmos que as empresas cumpram com o cronograma de pagamento para os funcionários e nós vamos agir. O Sinetram que representa as empresas acha que nós da categoria não percebemos que essa é mais uma estratégia de pressionar a administração municipal para um novo reajuste”, ressaltou Givancir.

Multa
Na decisão tomada pela presidente do TRT, ficou estabelecido ainda que, caso haja o descumprimento da decisão judicial de manter 70% da frota nas ruas, o sindicato dos trabalhadores pode ser multado em até R$ 200 mil por dia.

Também conforme a decisão, “o sindicato dos rodoviários deve abster-se de praticar quaisquer atos que venham ferir os direitos possessórios das empresas, principalmente o cerceamento de livre acesso às garagens das mesmas, sob multa diária de R$ 50 mil”. Por fim, a magistrada estabeleceu o uso de forças policiais para cumprir a liminar, caso haja necessidade.

Por Mairkon Castro

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