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Rodoviários se reúnem com prefeitura e Sinetram para negociar dissídios, mas não fazem acordo

 

A reunião foi mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e realizada na sede do órgão - foto: divulgação

A reunião foi mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e realizada na sede do órgão – foto: divulgação

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus (STTR), da prefeitura de Manaus e do Sindicato das Empresas de Transportes do Estado do Amazonas (Sinetram) estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira (2), para negociar sobre o dissídio coletivo da categoria.  Até o momento, não houve acordo entre as entidades. A reunião foi mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e realizada na sede do órgão.

Segundo a procuradora -chefe do MPT, Fabíola Bessa, como não houve comum acordo entre as partes, o processo foi arquivado. “O Sinetram não se dispôs a entrar em acordo, e informou que só daria o reajuste de 20% pleiteado pelos rodoviários, caso a prefeitura aumentasse a tarifa de ônibus”, comentou.

A procuradora informou que no próximo dia 5 de maio, está marcada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 11ª Região para tentar um novo acordo.

O presidente do Sinetram, Carmine Furletti, alegou que não teria como dar o aumento almejado pela categoria, por causa da crise econômica que atinge o país. “As empresas não têm como realizar este reajuste que eles (rodoviários) querem. Com a crise, as despesas aumentaram e as empresas estão fazendo o possível para não deixar de honrar seus compromissos com a classe. Estamos fazendo alguns planejamentos para diminuir os custos dos sistema e mantê-lo em operação, já que a tarifa está congelada”, destacou Furletti.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) e foi informada  que a prefeitura de Manaus não tem interesse em reajustar o valor da tarifa do transporte coletivo.

“Não existe a menor possibilidade de aumentar a tarifa do ônibus. Sabemos das dificuldades financeiras. Está apertado para o governo, para o município e para eles (Sinetram) também. Mas não podemos esquecer que, se até nós estamos sofrendo com a crise, imagina o trabalhador que está vendo o dinheiro ficar cada dia desvalorizado. Não podemos jogar este encargo para a população”, disse, através de sua assessoria, o prefeito Arthur Virgílio Neto.

Paralisação

Após ameaça de greve, o Sinetram acionou o Tribunal Regional do Trabalho, no dia 25 de abril, e a Justiça estabeleceu que 70% da frota operasse normalmente nos horários de pico. Também foi definido que, caso a categoria realizasse algum movimento paredista e descumprisse a decisão, eles poderiam ser multados em R$ 50 mil por hora e R$ 100 mil por empresa, caso impedisse a saída dos ônibus.

Mesmo impedidos pela Justiça do Trabalho, algumas linhas que atendem bairros das Zonas Oeste, Norte e Sul, Norte deixaram de circular, por três dias, na semana passada, prejudicando mais de 25 mil pessoas, segundo informações do Sinetram.

A entidade informou ainda que atualmente o salário dos motoristas é de R$ 2.093,98, cobrador R$ 1.046,98, administrador de linha R$ 2.293,54, tíquete alimentação de R$ 12,50, vale-lanche de R$ 6,50, cesta básica de R$ 210,60 além do plano de saúde.

Por Kattiúcia Silveira

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