Dia a dia

Rodoviários decidem possível greve nesta quinta-feira

Número de usuários que poderão ser afetados diariamente com a decisão não foi divulgado – Márcio Melo

Duas assembleias, marcadas para as 9h e 15h de desta quinta-feira (12), deverão decidir se os rodoviários do Amazonas farão ou não o primeiro indicativo de greve neste ano. Os motoristas e cobradores que atuam nos coletivos de Manaus ameaçam paralisar as atividades no início da próxima semana, se o atraso no pagamento de benefícios trabalhistas relacionados ao ano de 2016 se estender por mais tempo.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Josildo Oliveira, explicou que a decisão de cruzar os braços foi impulsionada pela data-base 2016, vencida há quase 1 ano e que até o momento está sem previsão de ser paga pelas empresas. Ele destacou que a categoria não aceita a justificativa dos empresários, que alegam impedimento no repasse do benefício e frisou que o momento é decisivo para alcançar as metas pretendidas.

“Estamos chegando ao limite das negociações e para suspender a paralisação só se houver uma sinalização concreta de que haverá o pagamento do dissídio. Já está chegando a outra data-base e nada de falarem em pagamento. Queremos o aumento do salário do trabalhador e se não pagarem, vamos parar”, adiantou.

Reuniões decisivas

As duas assembleias deverão acontecer no auditório da sede do sindicato, localizado no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul. Caso seja aprovada, a paralisação total ou parcial do sistema de transporte coletivo deve ser deflagrada já na próxima segunda-feira (16) ou na terça (17), devido aos procedimentos legais que determinam o prazo mínimo prévio de 72 horas para comunicar as empresas e o sindicato patronal sobre o início da greve.

“Ainda estamos negociando com os trabalhadores um sistema de rodízio em que apenas 30% das frotas sejam paralisados, deixando os outros 70% disponíveis para não prejudicar a população. Mas somente a assembleia irá decidir tudo. Ainda não podemos divulgar quantas pessoas devem ser afetadas pela greve. Nós falamos um número e as empresas triplicam os dados. O certo é que precisamos paralisar para que as empresas cumpram com o seu dever de pagar os trabalhadores”, concluiu Josildo.

Sindicato

Sindicato das Empresas de Transportes de Manaus (Sinetram) disse em nota que a data-base está sub judice e que espera uma decisão definitiva da Justiça. A entidade destacou ainda que pretende entrar com uma liminar judicial para garantir que ao menos 70% da frota operem, caso os sindicalistas se definam pela greve.

Gerson Freitas
EM TEMPO

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