Cultura

Robério Braga comemora 20 anos à frente da Cultura do Amazonas

“Eu não acreditava que chegaria a tanto”, com essas palavras o secretário de Cultura do Estado, Robério Braga, definiu seus 20 anos à frente da pasta, completados no último sábado (21), sendo este, talvez, o gestor público a permanecer por mais anos consecutivos em exercício numa mesma secretaria. Historiador e advogado, ele assumiu o cargo em janeiro de 1997 e completa duas décadas à frente da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), período no qual abriu as portas para uma política pública de investimento cultural, com festivais de Rock, Ópera, Jazz, Teatro, Dança, Música Popular, Cinema e dando maior visibilidade aos festivais folclóricos dos municípios, como o boi-bumbá, de Parintins e a ciranda, de Manacapuru.

Braga chegou à SEC na primeira administração de Amazonino Mendes, passou pelos governos de Eduardo Braga, Omar Aziz e permanece no de José Melo. A cada nova mudança, uma grande especulação sobre a troca de gestor da pasta que, até agora, não houve.

EM TEMPO: A que o senhor atribui a permanência no cargo por tanto tempo?

Robério Braga – Mais importante que estar na secretaria é o órgão ter 20 anos, mais importante que a pessoa é ela ter se consolidado realizando um trabalho abrangente em todo o Estado. Um trabalho que alcança todas as manifestações artísticas, um trabalho que foi crescendo gradativamente e rapidamente. Isto é fundamental, foi criada uma secretaria de cultura com autonomia política institucional e essa secretaria mostra resultados 20 anos depois, com a continuidade de uma equipe que se profissionalizou, que fez por onde conquistar credibilidade social, pública e respeitabilidade política, talvez aí esteja o segredo da continuidade da equipe durante esses vários governos, com vários governadores.

EM TEMPO: O momento mais delicado da administração foi o corte de orçamento?

R.B.: Não, o momento mais delicado foi sair do nada, falando no tudo, que as pessoas diziam assim ‘é doido’ vai fazer um festival de ópera e não tem ninguém que toque violino aqui, o próprio governador Amazonino ficou assustado quando, em fins de janeiro de 1997, eu disse para ele que no dia 21 de abril eu iria abrir o primeiro festival de ópera de Manaus e, a partir da obra, vamos fazer as grandes transformações que eu te prometi, foi o que eu disse, ele comendo uma matrixã, em um almoço na casa dele. A mesma coisa quando o Eduardo (Braga) me propôs um festival de cinema internacional, eu disse assim: ‘eu topo’ e vou trazer aqui um cara que vai fazer com a gente e assim sucessivamente.

EM TEMPO: Quais são as novas ações que estão ou serão realizadas pela SEC?

R.B.: O que nós estamos trabalhando intensamente, agora, é na educação artística a distância, é a linguagem mais moderna em educação, estamos há dois anos trabalhando nisso e, neste ano, vamos intensificar ainda mais, porque nós podemos chegar muito mais longe, abrindo oportunidades para as pessoas que estão, inclusive, fora de Manaus.
Acessibilidade, cada vez mais aprimorar todos os nossos equipamentos em todas as nossas atividades, primeiro porque é uma obrigação constitucional, segundo porque essas pessoas que têm alguma limitação, seja ela qual for, elas também têm expectativas de atividades artísticas.

EM TEMPO: O senhor se sente satisfeito com o seu legado?

R.B.: Sim, enquanto eu estiver aqui quero fazer cada vez mais e melhor. Quero investir em educação artística a distância e atividades de lazer e entretenimento para crianças até cinco anos, vamos investir em ações, vamos fazer a nossa parte aqui no programa estadual. Eu não acreditava que chegaria a tanto, muita alegria e muita felicidade com o resultado, muita consciência de que houve muito acerto, muito erro, muita dúvida e muito aprendizado, estou disposto a aprender!

Laize Minelli
EM TEMPO

1 Comment

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  1. Samuel

    26 de janeiro de 2017 at 19:39

    Que nojo dessa puxação de saco toda

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