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Risco de desabastecimento nos postos de combustíveis da capital preocupa consumidores

Sindicato afirma que no momento há estoque para atender a demanda dos clientes, mas, caso perdure a greve dos petroleiros e comece a dos caminhoneiros, os postos terão que parar porque não podem racionar combustíveis - foto: Diego Janatã

Sindicato afirma que no momento há estoque para atender a demanda dos clientes, mas, caso perdure a greve, os postos terão que parar porque não podem racionar combustíveis – foto: Diego Janatã

O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Amazonas (Sindcam) alertou nesta sexta-feira (6) que, se persistir por mais dias a greve dos petroleiros no Brasil, na próxima semana o segmento sofrerá com desabastecimento em Manaus. E, caso os caminhoneiros confirmem a paralisação programada para a próxima segunda-feira (9), os postos de combustíveis de Manaus correm o risco de desabastecimento de combustível.

De acordo com o vice-presidente do (Sindcam), Geraldo Dantas, a greve ainda não afetou diretamente os postos de combustível, como já começou a afetar as principais refinarias do país, segundo comunicou na última quinta-feira (5), a Federação Única dos Petroleiros (FUP). Dantas observou que, se a greve se estender por mais tempo o desabastecimento ocorrerá. “Os postos ainda estão com o estoque suficiente para abastecer os clientes. Mas, segunda-feira é um novo dia. Vamos esperar para ver o que acontece na próxima semana”, disse.

O empresário destacou que no atual cenário econômico do país é muito difícil para que os postos consigam manter grande volume de estoque. “Agora nós temos combustível estocado, mas a cada semana fica mais complicado. Depende de cada proprietário, pois cada um precisa do dinheiro para fazer o estoque, que são limitados”, explicou.

Segundo o representante do sindicato, cada posto só pode ter até 90 mil litros de combustível em estoque, que custam hoje em média R$ 300 mil. “Se o proprietário hoje tem cinco postos, ele vai precisar de R$ 1,5 milhão para fazer esse estoque. E no período de crise é difícil desembolsar todo esse valor, pois há muitas incertezas no mercado”, avaliou.

A gerente do posto L. Queiros da bandeira BR Petrobras, Ana Grandal, conta que a curto prazo ainda não vê prejuízos com a paralisação dos petroleiros. Segundo a gerente, os proprietários do posto localizado no bairro Parque 10, Zona Centro Sul, ainda não informaram se vão precisar fazer estoque extra para o período de greve da categoria.

De acordo com o chefe de pista do posto Atem, também no Parque 10, Francisco Cruz, a empresa conta com estoque de combustível suficiente para atender a demanda de clientes e por isso não enfrenta problemas com a greve dos petroleiros.

Caminhoneiros

A paralisação nacional dos caminhoneiros, prevista para a próxima segunda-feira (9), foi convocada pelo Comando Nacional do Transporte (CNT). Segundo Geraldo Dantas, se os caminhoneiros entrarem em greve, os postos de combustível terão que paralisar os seus serviços. “O que o país precisa é de trabalho para sair da crise e não de greves”, observou.

Dantas afirmou ainda, que mesmo se os petroleiros não voltarem ao trabalho e ocorrer o desabastecimento, os postos não poderão racionar combustível. “O racionamento é proibido por lei. O que vai ocorrer é que, se acabar acabou. Não tem o que fazer, pois se o cliente chegar e pedir para abastecer com R$ 100 o cliente leva esse valor de combustível, e não uma quantidade mínima por conta de um racionamento. Se esvaziar, o posto terá que fechar e aguardar um melhor momento”, explicou.

Por Asafe Augusto

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