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Rio terá fórum estadual para atuar contra a mortalidade materna

O combate à mortalidade materna no Rio de Janeiro vai ganhar mais um instrumento para atuar na prevenção. A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai organizar um fórum com esse objetivo. Ele reunirá os comitês de Mortalidade, as secretarias de Políticas para as Mulheres e as comissões de Mulheres das câmaras de Vereadores de todos os municípios do estado.

A proposta surgiu nesta quinta-feira (28), durante a audiência pública na Alerj que marcou o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e de Combate à Mortalidade Materna e debateu as causas de mortes de mulheres em consequência de partos. A presidenta da comissão, deputada Enfermeira Rejane, lembra que nem todos os municípios têm órgãos atuantes, mas a ideia é reunir o máximo de pessoas interessadas em diagnosticar o problema e apontar soluções.

“Vamos saber como organizar o fórum que foi proposto aqui, para que a gente consiga juntar pessoas que estejam com vontade de fazer, visitar essas maternidades, saber o que está acontecendo. Todos os municípios têm comitês de Mortalidade, mas a maioria não está atuando, eles estão abertos mas não funcionam. Nós vamos chamar aqueles que estão abertos, junto com as secretarias e as comissões das câmaras, para a gente atuar em conjunto”.

Os dados do Comitê de Prevenção à Mortalidade Materna apontam que, no Rio de Janeiro, uma grávida morre a cada dois dias. De acordo com a deputada, também foi encaminhado que a Comissão dos Direitos da Mulher vai acompanhar a tramitação dos projetos de lei de interesse das mulheres; fará mais visitas às maternidades; e analisar formas para que a lei que garante um acompanhante durante o parto seja cumprida.

“O marido não consegue acompanhar, então a gente vai fazer cumprir essa lei, porque já é lei, então vamos solicitar e cobrar a implementação dessa lei. Foram várias deliberações, e nós vamos botar para a frente pela Comissão de Mulheres”.

A enfermeira Sílvia Rosa, integrante do Conselho de Mulheres de Mesquita, na Baixada Fluminense, disse que os avanços no combate às causas da mortalidade materna estão devagar.

“Ela sofre violência desde o pré-natal, porque não tem direito de fala, do marido estar com ela, de saber o que vai acontecer com ela quando chegar no hospital, para que hospital ela vai, como ela vai chegar no hospital, se vai ter profissionais para acolhê-la. A mulher vai andando de maternidade em maternidade, onde ela for acolhida melhor, ela fica. Ou quando percebe que o bebê está nas últimas para nascer, ela fica”.

Segundo o comitê, 40% das mortes maternas no estado são por causas evitáveis, como hipertensão, hemorragia, infecções e aborto inseguro.

Por Agência Brasil

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