Dia a dia

Rio Negro entra em vazante após alcançar cota de 27,19 metros

O fato é considerado comum para o período do ano, segundo afirmou o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) - foto: Ione Moreno

O fato é considerado comum para o período do ano, segundo afirmou o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) – foto: Ione Moreno

Após alcançar a cota máxima desse ano, de 27,19m, no último dia 15 de julho, contemplando a marca estipulada entre 26,97 e 27,57, o rio Negro segue agora com o processo de vazante em ritmo lento e sofre queda de em média 1 cm por dia. O fato é considerado comum para o período do ano, segundo afirmou o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Na calha principal do rio Solimões, as estações também se encontram em processo natural de vazante.

Já na região do Alto do Rio Negro, a pesquisadora e engenheira ambiental do órgão, Luna Gripp Simões Alves, destaca que o rio continua em processo de enchente na estação de São Gabriel da Cachoeira. Conforme Luna, o dado mais recente de cota, de 11,03 m, registrado no dia 7 de julho, encontra-se a apenas 0,45 m da cota de inundação. A especialista ressaltou que a cota máxima observada nessa estação foi de 12,17 m, em 2002.

“Pode-se destacar a situação dos rios Purus e Juruá, que passam por um processo de vazante histórica. Diversos municípios localizados nas calhas desses rios já tiveram decretada situação de emergência pela Defesa Civil, devida ao baixo nível desses rios. Como exemplo, pode-se citar a estação de Boca do Acre, no rio Purus, na qual a cota atual encontra-se apenas 0,19 m acima da cota observada no mesmo período no ano de 1998, quando ocorreu a vazante histórica. Na estação do rio Acre localizada na capital Rio Branco-AC, a cota atual é 0,54 m mais baixa do que a observada no mesmo período em 2011, quando ocorreu a vazante histórica”, frisou.

Estágios

A Defesa Civil do Amazonas, explicou que, o Estado de Atenção é o primeiro estágio de um desastre, que pode evoluir para um Alerta e posteriormente para uma Situação de Emergência, e foi emitido para os municípios que compreendem as calhas do Purus (Boca do Acre, Canutama, Lábrea, Tapauá, Pauiní e Berurí) e do Juruá (Guajará, Juruá, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna, Envira, Cararuari).

“Estamos realizando a orientação às prefeituras quanto à apresentação do plano de contingência”, informou o Secretário Executivo do órgão, coronel Fernando Pires Junior.

No entanto, órgão estadual salienta que, ainda que não há isolamento de comunidades, bem como desabastecimento de alimentos, danos humanos, materiais e econômicos nos municípios que integram as duas calhas, não cabendo, portanto, decretos de Situação de Emergência nessas cidades.

Por Gerson Freitas

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