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Restaurantes de Manaus estão ‘desanimados’ para o Dia dos Namorados

Os restaurantes seguem o ritmo da baixa expectativa do varejo - foto: divulgação

Os restaurantes seguem o ritmo da baixa expectativa do varejo – foto: divulgação

Apesar de alguns restaurantes estarem com promoções de jantares românticos, de até 15% mais barato em relação ao ano passado, o segmento vê com desânimo o consumo dos pacotes para este ano. Por outro lado, os hotéis apostam nas promoções de serviços que incluem, além do pernoite, o jantar românico, com o direito a vinho e champanhe, dividido em até três vezes no cartão de crédito.

Segundo a presidente Associação Brasileira de Restaurantes e Hotelaria do Amazonas (Abrasel-AM), Lilian Guedes, o desânimo é demonstrado no volume de 84,32% dos empresários que do segmento que não estão dispostos a contratar para a data. “Domingo o pessoal vai pulverizar com propaganda a comemoração. Os clientes vão sair para beber, comer e se divertir, apesar de alguns restaurantes só abrirem aos sábados, como as churrascarias. A verdade é que ainda não sabemos o que vai acontecer”, ponderou.

Para a empresária da Churrascaria Gaúcho, Cláudia Borges, as expectativas para o dia são baixas, apesar da redução no valor do jantar especial para a noite dos namorados. “Vamos abrir para almoço, no jantar vamos de rodízios. Teremos pratos especiais, como o camarão ao champanhe e o cliente ainda vai ganhar uma taça de champanhe como cortesia”, afirmou.

Segundo Cláudia, a expectativa não é que as vendas sejam melhores do que em 2015. “Não estamos contratando para a data, mas vamos reforçar o quadro porque temos colaboradores de férias. Tomara que estejamos errados, pois no Dia das Mães foi bom. Ano passado trabalhávamos com um valor de 15% menor que este ano, mas não foi especificamente pelo Dia dos Namorados, é uma redução que vem ocorrendo”, afirmou Cláudia.

Varejo

Os restaurantes seguem o ritmo da baixa expectativa do varejo. Pesquisa apontou que o setor registrará queda nas vendas de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Caso ocorra, será o pior resultado da série histórica, iniciada em 2004. A data é considerada uma das principais do calendário varejista brasileiro e deve movimentar R$ 1,8 bilhão – o equivalente a 3,5% do faturamento esperado para todo o mês de julho.

“Essa retração é resultado do aumento do desemprego, aliado à elevação do custo do crédito e à queda da confiança dos consumidores. Esses fatores têm inviabilizado qualquer recuperação das vendas nos últimos meses”, avaliou o economista da CNC Fábio Bentes.

Principal carro-chefe das vendas associadas ao Dia dos Namorados, o segmento de vestuário e acessórios deverá registrar perda real significativa de 8,7% em relação à mesma data do ano passado. A mesma tendência de queda das vendas deverá ser seguida pelo ramo de informática e comunicação (-10,5%). Por outro lado, menos dependentes do crédito, as lojas de artigos pessoais e utilidades domésticas (-3,1%) e as farmácias e perfumarias (-0,6%) deverão registrar perdas menores.

O estudo revela ainda que, dos 25 bens e serviços mais consumidos no Dia dos Namorados, 7 tiveram reajuste significante, acima do IPCA-15 acumulado nos últimos 12 meses, de 9,6%. Entre os destaques estão os motéis (+21,5%), máquinas fotográficas (+15,7%) e bombons e chocolates (+13,8%).

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