Dia a dia

Residentes do Amazonas aderem a paralisação nacional

O ato para cobrar aconteceu em frente ao Hospital Adriano Jorge – foto: Gerson Freitas

O ato para cobrar aconteceu em frente ao Hospital Adriano Jorge – foto: Gerson Freitas

Pelo menos 70 médicos residentes do Amazonas paralisaram suas atividades na manhã desta quarta-feira (9), em adesão ao movimento nacional da categoria, iniciado ontem em outras capitais do país. O ato para cobrar, além do reajuste na bolsa residência, melhorias das condições no serviço público de saúde, aconteceu em frente ao Hospital Adriano Jorge, localizado na Zona Centro-Sul de Manaus.

Segundo os organizadores do movimento, dentre as reivindicações da categoria estão a garantia de qualidade nos programas de residência médica; auditória no balanço financeiro das instituições que oferecem o programa de residência médica; maior representatividade no Conselho de Residência Médica do Brasil; aumento no valor da bolsa auxílio para os profissionais, onde está sendo pleiteada a correção de pelo menos 5,5% e a garantia de que não haverá aumento no calendário da residência médica, devido ao tempo de reposição do tempo parado.

“A gente quer que realmente haja uma estrutura que possa oferecer um ensino melhor, tanto teórico como prático para esses residentes. Precisamos entender também o porquê do corte de verbas para os programas dos residentes, uma vez que esses programas têm relação direta com o atendimento aos pacientes. Desde 2013 não sabemos o que é investimento no programa e nem reajuste na bolsa”, destacou a residente Viviane de Carvalho.

A residente ressalta que o valor de reajuste proposto é abaixo do esperado e segue apenas o aumento oferecido este ano aos servidores públicos. Segundo Viviane, pelos cálculos feitos recentemente, o ajuste no valor do auxílio deveria ser de, no mínimo 20%. “Isso é uma forma de garantia para que o residente possa se dedicar de forma exclusiva a residência médica e que não fique preocupado com a própria sobrevivência, procurando plantões para complementar sua renda”, disse.

O movimento dos residentes é formado por profissionais dos hospitais Adriano Jorge, Nilton Lins e Fundação de Medicina Tropical e será apresentado a outras unidades, no intuito de aumentar a adesão à paralisação.

A reportagem procurou a direção do Hospital Adriano Jorge e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), mas até o momento desta publicação, nenhum representante se manifestou sobre o assunto.

Por Gerson Freitas

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