Dia a dia

Reserva do Tupé terá nova gestão dos recursos naturais

 A medida que a população aumenta vão sendo identificadas outras metodologias de conservação - foto: reprodução


A medida que a população aumenta vão sendo identificadas outras metodologias de conservação – foto: reprodução

Novas regras de utilização dos recursos naturais da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, localizada na Zona Rural de Manaus, serão fixados a partir de um diagnóstico da atual realidade das comunidades que integram a reserva. O trabalho deverá ficar pronto num prazo de seis meses.

O documento técnico que disciplina o uso dos recursos da unidade, já começou a ser desenvolvido por uma empresa de consultoria ambiental, a Terra Consultoria, ganhadora do processo licitatório realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

De acordo com o diretor de Áreas Protegidas da Semmas, Márcio Bentes, o processo é dinâmico e ao mesmo tempo em que revisa as regras já existentes cria novas regras de uso para a unidade. A primeira etapa do processo de revisão já foi concluída e consistiu na realização de reuniões em todas as seis comunidades que integram a RDS, Julião, São João, Livramento, Agrovila, Tatu e Colônia Central.

A próxima etapa agora será a da construção das regras para análise e aprovação pelo conselho gestor da reserva e ampla divulgação junto aos comunitários. Segundo o gestor da RDS, Elves Haeser, as reuniões nas comunidades tiveram uma excelente participação dos moradores, com uma média que variou de 60 a 80 presentes. “Todos os comunitários ouvidos foram unânimes em reconhecer a importância do plano de gestão para a conservação da RDS. Antes das regras, eles afirmaram que trabalhavam de forma desordenada e sem controle, o que era uma ameaça à proteção da área”, afirmou.

O plano de gestão deve ser revisado a cada cinco anos, conforme prevê a Lei 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). No Tupé, ele foi criado em 2008. “O objetivo da revisão é validar os dados referentes à reserva e identificar outros dados importantes, mas também avaliar os programas de gestão de manejo, difusão do conhecimento, conservação e manutenção da  RDS”, lembra a chefe da Divisão de Áreas Protegidas, Socorro Monteiro.

A medida que a população aumenta vão sendo identificadas outras metodologias de conservação. A expectativa dos comunitários é de que o Plano de Gestão traga avanços sobre as questões fundiárias e de manejo de recursos ambientais. “Os roçados ecológicos, sejam em capoeiras e sem a utilização do desmatamento, deverão ter novas regras, a exemplo de períodos e técnicas de preparo do solo, baseada em estudos técnicos”, explica Márcio Bentes.

Uma vez consolidado o diagnóstico, o grupo parte para a segunda etapa, que é a do zoneamento da reserva e elaboração dos programas e ações para implementação do plano de gestão, com a colaboração dos comunitários. Ao final, será produzida uma versão ilustrada do plano de gestão para distribuição junto aos comunitários.

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