Economia

Representantes da indústria no AM apoiam cancelamento da FIAM 2017

Vice presidente da Fieam, Nelson Azevedo apoia cancelamento da IX FIAM

As principais entidades representativas da indústria amazonense dizem que, ao menos para os empresários, o anúncio do cancelamento da nona edição da Feira Internacional da Amazônia (Fiam) foi considerada acertada, levando em conta o contexto econômico do país.

Realizado a cada dois anos, em Manaus, o evento foi suspenso por decisão do Ministério do Desenvolvimento. De acordo com o Centro da Indústrias do Amazonas (Cieam), o momento não é propício para se fazer eventos desse porte.  A Fiam seria realizada no período de 22 a 25 de novembro, em Manaus.

Wilson Périco acha que não há motivos para comemoração no PIM – foto: Kattiúcia Silveira

Para o presidente da entidade, Wilson Périco, a Feira traz baixo retorno financeiro aos empresários da indústria. “Vejo a decisão do Ministério como algo acertado. Não estamos em um momento propício para celebrações, visto que as empresas estão em dificuldades e o desemprego está altíssimo no setor. Comercialmente, a feira não é representativa para o setor industrial. Ela serve melhor como vitrine para outros produtos e matrizes que são independentes ao Pólo Industrial de Manaus (PIM)”, explicou.

O posicionamento de Périco encontrou coro nas palavras do vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo. Para o gestor, a Fiam é um evento oneroso às empresas. “Nos moldes em que é realizada, acaba se tornando um evento de nós para nós mesmos, teria de ser realizado fora de Manaus para alcançar os objetivos de atrair investimentos para a Zona Franca. Aqui dentro, apenas traz ônus às empresas, especialmente em um momento de crise, como o atual”, disse Azevedo.

Suframa

A Suframa informou que a principal motivação para o cancelamento da Feira foram as restrições orçamentárias sofridas pelo governo federal que impactaram na captação e destinação de recursos para a realização do evento. Segundo a autarquia, ciente de suas limitações orçamentárias, esforçou-se, especialmente ao longo dos últimos meses, para captar parcerias e patrocínios externos a fim de viabilizar a realização da feira.

“No entanto, considerando-se principalmente o momento de dificuldade e instabilidade econômicas e políticas que se verifica em todo o país, a busca por recursos adicionais não logrou o êxito almejado. Por essas razões, e em respeito à sociedade e ao empresariado regional, a Suframa não encontrou outra alternativa a não ser adotar tal posicionamento, buscando, sempre, agir com coerência e prudência diante das circunstâncias elencadas”, afirmou.

Raphael Sampaio
EM TEMPO

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