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Reordenamento na saúde da capital deve iniciar em julho, diz Pedro Elias 

O chefe da pasta esclareceu as mudanças que serão feitas na saúde aos deputados estaduais - foto: divulgação

O chefe da pasta esclareceu as mudanças que serão feitas na saúde aos deputados estaduais – foto: divulgação

O reordenamento da Saúde na capital amazonense está previsto para iniciar em julho, conforme informou o secretário de Estado da Saúde (Susam), Pedro Elias, durante audiência pública na manhã desta terça-feira (7), realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

O chefe da pasta, juntamente com os secretários de Estado da Fazenda (Sefaz), Afonso Lobo; de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti); Thomaz Nogueira; e o de Administração e Gestão (Sead), Evandro Melo, esclareceu as mudanças que serão feitas na Saúde aos deputados estaduais.  Os cortes, que foram anunciados no dia 20 de maio pelo governador José Melo (Pros), devem combater à crise financeira e economizar cerca de R$ 316 milhões em vários segmentos do Estado

Segundo Pedro Elias, as audiências com a população são a etapa final para que o processo seja realizado. “Estamos exauridos de todas as discussões com a sociedade. Essa aqui é uma etapa final. Ainda temos mais uma reunião no Ministério Público do Amazonas (MP-AM)”, comentou.

Conforme o chefe da pasta, o reordenamento segue o modelo do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS), que substitui o modelo vigente de assistência fragmentada para um plano de atenção integrada, que abrange a família como um todo. “O plano está bem explicativo. O SUS e o Ministério da Saúde são contra a fragmentação da saúde. Quanto mais concentrados na estratégia da saúde da família, melhor para a população”.

O secretário disse ainda que está sendo finalizado o ‘Guia do Usuário da Saúde’, que será distribuído em todas as zonas para os moradores entenderem as mudanças. Também será implantado um canal 0800, que inicialmente ficará disponível 24h por dia,  para tirar todas as dúvidas nos atendimentos. “Quero deixar bem claro que não vamos fechar Serviço de Pronto Atendimento (SPA).  Existem dez deles em Manaus, cinco continuaram trabalhando da mesma forma, os outros cinco serão transformados Centros de Atendimento Integrado da Família (Caif)”, explicou Pedro Elias.

Além disso, o chefe da Susam informou que os sete prontos-socorros serão mantidos, inclusive os de atendimento à criança. “Com essa economia e redução de unidades serão possíveis a aquisição de novos aparelhos para a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon) e Fundação Adriano Jorge. Implantação de Serviço Mental, no hospital Platão Araújo; um Centro de Hemodiálise, no Adriano Jorge; ampliação das maternidades Ana Braga, Galileia e Lindu, entre outras melhorias para a saúde na capital”.

Parlamentares questionaram as mudanças e forma rápida em que está sendo feito esse reordenamento.  De acordo com o deputado Serafim Corrêa (PSB), o governo deveria ter conversado com a prefeitura de Manaus para definir os rumos da Saúde na capital. Ele sugere o ‘Pacto de Governança’. “Está faltando conversa entre Estado e município. E o município tem que ser tradado como ente federado e não como uma mera subdivisão administrativa, por isso, a conta não fecha.  E além disso, tem que ser revista a terceirização excessiva na saúde que tem uma folha cheia de acordo com o Datasus. Sem conversa e sem dialogo quem paga o ‘pato’ é a população”, finalizou.

Por Kattiúcia Silveira

 

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