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Renovado, Brasil disputa Copa América Centenário

Philippe Coutinho é uma das esperanças da seleção brasileira na Copa América - foto: divulgação

Philippe Coutinho é uma das esperanças da seleção brasileira na Copa América – foto: divulgação

Sem Neymar e depois de perder nada menos que seis jogadores por lesão ou motivos pessoais, a seleção brasileira inicia neste sábado sua campanha na Copa América do Centenário, contra o Equador, surpreendente vice-líder das eliminatórias para o Mundial-2018.

O palco da estreia, às 19h local (22h de Manaus) será o Rose Bowl de Pasadena, perto de Los Angeles, onde o técnico Dunga, então capitão do Brasil, levantou a taça do tetracampeonato, depois da final da Copa do Mundo de 1994.

Apesar do estádio trazer boas lembranças ao torcedor, a seleção atual continua marcada por um episódio bem menos glorioso, o vexame histórico da goleada de 7 a 1 para a Alemanha sofrida em casa, vinte anos depois.

Neste sábado, porém, proporciona uma boa oportunidade de exorcizar os fantasmas do “Mineiratzen”. Tudo indica que será escalado pela primeira vez uma onzena titular sem nenhum jogador que começou jogando naquela fatídica semifinal de Copa do Mundo.

Com a saída de Luiz Gustavo, que pediu dispensa na quinta-feira (2), alegando problemas pessoais, sobram apenas três remanescentes da campanha fracassada de 2014.

Em busca do esquema ideal, apesar da intenção clara de renovação, com a presença de vários jovens convocados para adquirir rodagem antes de disputar as Olimpíadas do Rio-2016, a seleção está longe de esbanjar serenidade.

Afinal, cinco dos 23 jogadores anunciados na lista inicial de Dunga estão fora de combate (Ricardo Oliveira, Douglas Costa, Rafinha Alcântara, Ederson e Luiz Gustavo). Kaká, que foi chamado de última hora no lugar de Douglas Costa, também foi cortado, por sentir dores musculares.

Entre os substitutos, Lucas e Paulo Henrique Ganso, considerados grandes promessas quando despontaram, ganharam novas oportunidades de mostrar serviço, depois de ficar anos afastados da “canarinha”.

Neymar, que estourou no Santos junto com Ganso, é o único da geração que realmente se firmou. Consagrou-se como o grande craque do país e herdou até a faixa de capitão, mas não está nos Estados Unidos por conta de um acordo da CBF com o Barcelona para garantir a presença do camisa 10 nas Olimpíadas.

Miranda, que deveria usar a braçadeira no lugar do atacante, não deve jogar a estreia contra os equatorianos, mas o departamento médico descartou a possibilidade de mais um corte. O zagueiro do Atlético de Madri deve ser substituído por Marquinhos para formar dupla com Gil.

Lá na frente, Dunga deve repetir o trio que jogou no amistoso de domingo (29) contra o Panamá (vitória por 2 a 0), com Willian e Philippe Coutinho nas pontas e Jonas de centroavante.

No meio de campo, Casemiro, que chega cheio de moral depois do título da Liga dos Campeões com o Real Madrid, deve ser titular ao lado de Renato Augusto e Elias, dois volantes versáteis que sabem sair jogando.

Um dos três pode até ser substituído no decorrer da partida, como aconteceu no intervalo contra o Panamá, quando Hulk entrou no lugar de Luiz Gustavo, dando mais liberdade para Coutinho armar as jogadas.

 

Da redação

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